O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, afirmou ter enviado uma carta nesta terça-feira (02/06) ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, pedindo que o governo norte-americano não imponha novas tarifas comerciais ao Brasil.
No documento, o parlamentar agradece a recepção recebida durante uma visita recente a Washington e elogia a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas brasileiras Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.
“A esmagadora maioria do povo brasileiro celebrou essa medida, ainda que ela não tenha agradado ao nosso atual governo. Trata-se de um passo decisivo para proteger cidadãos honestos em todo o nosso hemisfério compartilhado”, escreveu.
Ao abordar a possibilidade de sanções comerciais, Flávio argumenta que a economia brasileira atravessa um momento delicado e que eventuais tarifas agravariam a situação do país.
Segundo a carta, “o Brasil atravessa uma grave deterioração fiscal e econômica”, com dívida pública acima de 80% do Produto Interno Bruto (PIB), déficits nas contas públicas e aumento dos gastos com juros.
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O senador também destaca indicadores de inadimplência e dificuldades enfrentadas por empresas brasileiras.
“Um número recorde de 81,7 milhões de brasileiros está inadimplente — quase metade da população adulta”, afirma o texto.
Ainda de acordo com a carta, “a imposição de novas tarifas causaria sérios prejuízos ao povo brasileiro — justamente os cidadãos que veem os Estados Unidos como parceiro e amigo”.
Diante desse cenário, Flávio formaliza o pedido para que Washington não avance com medidas tarifárias contra produtos brasileiros.
“Escrevo para reiterar formalmente o pedido que lhe fiz pessoalmente: que os Estados Unidos não imponham tarifas ao Brasil”, diz o senador.
No trecho politicamente mais relevante do documento, o parlamentar afirma acreditar que vencerá a disputa presidencial deste ano e sinaliza disposição para negociar um amplo acordo bilateral com os Estados Unidos.
“Estou confiante de que serei eleito Presidente do Brasil em outubro”, escreveu.
Flávio acrescenta que, caso seja eleito, pretende iniciar imediatamente negociações para um novo pacto comercial e de investimentos entre os dois países.
“Estou preparado para colocar imediatamente minha equipe de transição à disposição do senhor, para que possamos concluir, o mais rapidamente possível, um amplo acordo de comércio e investimentos benéfico para ambas as nações”, afirma.
A carta é encerrada com uma mensagem de aproximação diplomática entre Brasília e Washington: “Que Deus abençoe a América, e que Deus abençoe o Brasil.”
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