Bernadette Chirac morre aos 93 anos; Macron lamenta perda

Esposa de Jacques Chirac passou 12 anos no Eliseu e construiu carreira política própria em Corrèze

Por Redação TMC | Atualizado em
(Foto: Wikipedia)

Bernadette Chirac, ex-primeira-dama da França, morreu neste sábado (06/06), aos 93 anos. O presidente Emmanuel Macron confirmou o falecimento e prestou homenagem. Segundo Macron, ela foi uma “grande dama de coração” que deixou o país.

A morte encerra uma trajetória que foi muito além do papel de consorte presidencial. Bernadette ocupou o Palácio do Eliseu por 12 anos, entre 1995 e 2007, durante os dois mandatos do marido, o ex-presidente Jacques Chirac. Mas sua atuação pública começou bem antes disso.

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Enquanto Jacques Chirac ascendia no cenário nacional, Bernadette construía sua própria base eleitoral na zona rural de Corrèze, região no centro da França. Ela foi eleita vereadora em Sarran em 1971 e, oito anos depois, tornou-se conselheira geral na mesma região. Ocupou esse cargo por 36 anos, até 2015.

A posição lhe rendeu influência real. Em certo momento, ela chegou a declarar que o marido havia se afastado da política, mas que ela continuava ativa. Na prática, isso significava que Bernadette mantinha uma rede de apoio local independente da carreira presidencial de Jacques.

A imprensa francesa chegou a chamá-la de a última rainha da França — referência ao estilo com que ela exercia poder nos bastidores.

Bernadette Thérèse Marie Chodron de Courcel nasceu em Paris, no dia 18 de maio de 1933. Foi na Sciences Po — universidade de ciências políticas da capital francesa — que ela conheceu Jacques Chirac. Os dois se casaram em março de 1956, união que durou 63 anos, até a morte dele, em 2019.

O casamento atravessou décadas de vida pública intensa. A filha mais velha do casal, Laurence Chirac, enfrentou anorexia grave ao longo da vida e morreu em 2016, aos 58 anos.

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Obra social e legado

Em 1994, um ano antes de o marido assumir a presidência, Bernadette passou a dirigir uma instituição de caridade médica que arrecadava moedas para custear o tratamento de crianças hospitalizadas. Ela transformou a iniciativa em uma causa de alcance nacional.

Comandou a organização por 25 anos. Em 2019, entregou a direção a Brigitte Macron, esposa do atual presidente. A transição marcou o fim de um ciclo que ela mesma havia construído.

Em 2001, Bernadette publicou o livro de memórias “Conversas”, escrito com o jornalista Patrick de Carolis.

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