Prefeito de Nova York avalia prender Netanyahu durante Assembleia da ONU

Zohran Mamdani afirma que analisará os limites legais para cumprir eventual mandado do Tribunal Penal Internacional caso o premiê israelense participe da Assembleia Geral da ONU

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O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, discursa durante cerimônia em comemoração aos 250 anos da independência dos Estados Unidos, na Prefeitura de Nova York, EUA, em 03/07/2026
(Foto: Anna Connors/Pool via Reuters)

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, afirmou que avalia, junto à equipe jurídica da cidade, a possibilidade de determinar a prisão do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, caso ele participe da Assembleia Geral da ONU, em setembro.

Em entrevista publicada neste sábado (18/07) pelo The New York Times, Mamdani disse que considera que Netanyahu “pertence a Haia” e o classificou como “criminoso de guerra acusado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI)“.

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“Seja lá o que for que a lei me permita fazer na cidade de Nova York, é isso que faremos”, afirmou o prefeito. Apesar da declaração, Mamdani reconheceu que não sabe se possui autoridade legal para ordenar que a polícia da cidade prenda um chefe de Estado ou de governo estrangeiro.

Durante a entrevista, o prefeito também voltou a classificar Israel como um “regime de apartheid“, afirmando que essa visão é compartilhada por muitas pessoas em razão das ações do país ao longo dos últimos anos.

A Assembleia Geral da ONU, que reúne anualmente líderes de diversos países, será realizada em setembro na sede das Nações Unidas, em Nova York.

Em 2024, o Tribunal Penal Internacional, sediado em Haia, emitiu um mandado de prisão contra Netanyahu por supostos crimes de guerra e crimes contra a humanidade relacionados à ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza após os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023. Israel rejeita as acusações.

A declaração de Mamdani provocou reação do embaixador de Israel na ONU, Danny Danon. Em publicação na rede social X, o diplomata acusou o prefeito de incentivar a hostilidade contra Israel, em vez de se concentrar no combate ao antissemitismo em Nova York.

Leia mais: Netanyahu diz que Israel vai manter “zona de segurança” no Líbano

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