Instituto lança campanha e apresenta propostas para ampliar debate sobre segurança pública nas eleições

Agenda elaborada pelo Sou da Paz reúne medidas para combater a violência, fortalecer as polícias e enfrentar o avanço do crime organizado no país

Por Julia Luongo | Atualizado em
soudapaz.org/Divulgação

O Instituto Sou da Paz apresentou, nesta terça-feira (09/06), a campanha “Vote pela Paz” e divulgou a agenda eleitoral “Brasil em Ação pela Paz – Propostas para uma Segurança Pública de Verdade”. A iniciativa busca incentivar um debate mais qualificado sobre segurança pública durante o período eleitoral e cobrar dos candidatos propostas concretas, metas definidas e compromissos voltados à redução da violência.

Segundo a entidade, apesar da queda de alguns indicadores, como os homicídios, o Brasil ainda registra mais de 44 mil mortes violentas por ano. O instituto também aponta preocupação com o crescimento do crime organizado, o aumento de fraudes e extorsões digitais, os roubos especialmente de celulares e a violência contra mulheres e meninas.

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O documento reúne propostas voltadas aos governos estaduais e federal, organizadas em cinco eixos: proteção de mulheres e meninas, fortalecimento das polícias, combate ao crime organizado, redução dos roubos e retirada de armas ilegais de circulação.

Entre as medidas defendidas estão a valorização dos profissionais de segurança, o fortalecimento das investigações criminais, o uso de tecnologia e a integração entre diferentes instituições públicas.

Pesquisa realizada pelo Sou da Paz mostra que 94% dos brasileiros percebem algum grau de violência na cidade onde vivem. O levantamento também indica que 53% evitam sair à noite e 31% deixam de usar o celular na rua por medo da criminalidade.

Além disso, 82% dos entrevistados acreditam que as câmeras corporais ajudam a proteger policiais e produzir provas contra criminosos. Outros 73% avaliam que mais armas significam mais violência, enquanto 65% defendem uma polícia mais preparada em vez do aumento do efetivo.

De acordo com o instituto, o crime organizado movimentou mais de R$ 350 bilhões nos últimos três anos em atividades ilícitas como contrabando, garimpo ilegal e comércio irregular de combustíveis. Entre as propostas apresentadas estão o fortalecimento da cooperação entre órgãos de fiscalização e segurança e o aumento dos investimentos em inteligência e investigação para enfraquecer as organizações criminosas.

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