As cerimônias fúnebres de Ali Khamenei têm início marcado para 4 de julho, em Teerã. O sepultamento ocorrerá cinco dias depois, em 9 de julho, na cidade de Mashhad, onde o ex-líder supremo nasceu, em 1939. As datas foram divulgadas pela mídia estatal iraniana.
Khamenei morreu em fevereiro, durante ataques conduzidos por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irã. Ele chefiou a República Islâmica por mais de três décadas, período encerrado de forma abrupta com sua morte.
A trajetória de Khamenei
A carreira política de Khamenei remonta à Revolução Islâmica de 1979, quando atuou ao lado de Ruhollah Khomeini na derrubada do xá Mohammad Reza Pahlevi. Dois anos depois, em junho de 1981, sobreviveu a um atentado a bomba que paralisou permanentemente seu braço direito.
Ainda em outubro de 1981, foi eleito presidente do Irã. A vitória veio com 95% dos votos. Em 1989, após a morte de Khomeini, a Assembleia de Peritos, órgão religioso responsável por indicar o líder supremo, o escolheu para o cargo mais alto da hierarquia iraniana, que ele ocupou até a morte.
Uma reportagem investigativa da Reuters, publicada em 2018, apontou que Khamenei controlava um império financeiro avaliado em US$ 95 bilhões. A estimativa foi apresentada como resultado de apuração jornalística, sem confirmação oficial do governo iraniano.
Sucessão e novo comando
Mojtaba Khamenei, filho de Ali, assumiu o posto de líder supremo do Irã após a morte do pai. A transição representa uma mudança de geração no topo da República Islâmica, sistema de governo instaurado após a revolução de 1979.
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