Davi Soares de Carvalho foi identificado como suspeito da tentativa de assalto a um policial civil de folga na estação São Bento do metrô, em 30 de maio. Ele foi localizado após uma denúncia anônima. A Polícia Civil cumpriu mandado de prisão temporária contra ele.
A identificação foi feita por um sistema de reconhecimento facial. O sistema analisou imagens das câmeras de monitoramento da estação, segundo a Polícia Civil.
O tiroteio
O episódio começou na área comercial da Rua 25 de Março. O policial havia comprado um notebook na região e era seguido pelos suspeitos. Às 12h07, três criminosos o cercaram próximo à Ladeira Porto Geral, acesso à Rua 25 de Março.
Um dos criminosos apontou uma arma para a cabeça do agente. Outro tentou tomar a bolsa com o computador. O policial reagiu e efetuou seis disparos. O tiroteio deixou seis pessoas feridas.
As câmeras registraram a sequência dos eventos. Às 12h06min48s, dois suspeitos entraram na estação pela entrada da Ladeira Porto Geral. Às 12h07min22s, os três criminosos já cercavam o policial. Às 12h08min03s, ao menos cinco policiais militares cercaram o agente, que se ajoelhou e entregou a arma.
Vítimas e suspeitos
Um homem que carregava a filha no colo foi atingido. Ele sofreu ferimentos no abdome, na coxa e no braço e precisou passar por cirurgia. A bebê, de 11 meses, foi socorrida e liberada. Uma adolescente de 14 anos também foi socorrida e liberada.
Thiago Aparecido Campos, de 39 anos, foi baleado e preso em flagrante por tentativa de roubo no mesmo dia. Ele permaneceu internado sob escolta policial. Um terceiro envolvido no crime segue foragido.
Mais de 30 minutos após os tiros, às 12h41min38s, o Corpo de Bombeiros retirou o homem baleado da estação.
Investigação e situação do policial
A Polícia Civil registrou que o agente agiu em legítima defesa. O delegado responsável afirmou que o policial usou “moderadamente dos meios necessários para repelir injusta agressão”.
A arma do policial foi apreendida para perícia e exames balísticos. A Corregedoria da Polícia Civil recebeu as imagens das câmeras de segurança para análise.
O agente está em estágio probatório e tem menos de três anos de atuação na corporação. Ele atua no departamento de identificação de corpos. Segundo a Polícia Civil, ele não foi afastado das funções e continua trabalhando normalmente.
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