Em meio a impasses com EUA e UE, Lula participa da cúpula do G7 na França

Petista terá reuniões bilaterais com líderes estrangeiros e pretende reforçar a posição brasileira em favor do diálogo e da cooperação internacional

Por Redação TMC | Atualizado em
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Encontro com a Presidente do Conselho de Ministros da República Italiana, Giorgia Meloni , no Hotel Borgo Egnazia. Puglia – Itália
(Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca neste domingo (14/06) para a França, onde participará da cúpula do G7, grupo que reúne algumas das maiores economias do mundo. O encontro será realizado nos dias 16 e 17/06, na cidade de Évian-les-Bains.

Embora o Brasil não faça parte do bloco, o país tem sido convidado a participar das reuniões desde o retorno de Lula ao Palácio do Planalto, em 2023. O G7 é formado por Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão, além da participação da União Europeia.

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A expectativa é que Lula utilize sua participação para defender o multilateralismo e criticar medidas econômicas adotadas de forma unilateral, sem direcionar ataques a países específicos. O discurso ocorre em meio a impasses comerciais envolvendo o Brasil, os Estados Unidos e a União Europeia.

Nas últimas semanas, o governo americano avançou em investigações que podem resultar na aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros. As propostas incluem uma sobretaxa de 25% por supostas práticas comerciais desleais e outra de 12,5% relacionada a alegações sobre trabalho forçado. O governo brasileiro tenta negociar para evitar a implementação das medidas.

Além disso, a União Europeia decidiu deixar o Brasil fora de uma lista de países autorizados a exportar carne para o bloco, sob justificativas sanitárias. O tema também tem gerado preocupação no governo brasileiro.

Durante a cúpula, Lula deve reforçar a defesa do fortalecimento de organismos internacionais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e a Organização das Nações Unidas (ONU). O presidente também deve voltar a defender mudanças em instituições multilaterais, incluindo a ampliação do Conselho de Segurança da ONU.

Na agenda do encontro estão previstas discussões sobre desenvolvimento internacional, crescimento econômico e inteligência artificial. No debate sobre tecnologia, Lula deverá defender que empresas digitais atuem no Brasil respeitando a legislação nacional, ao mesmo tempo em que destacará a abertura do país para receber investimentos do setor.

O presidente brasileiro também terá reuniões bilaterais durante a viagem. Está previsto um encontro com o presidente da França, Emmanuel Macron, além de conversas com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, e outros líderes participantes da cúpula.

O governo brasileiro também trabalha com a possibilidade de um encontro entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o evento. Até o momento, porém, não há reunião formalmente agendada entre os dois chefes de Estado.

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