Lionel Messi iniciará nesta terça-feira (16/06) sua despedida dos Mundiais na partida entre Argentina e Argélia, em Kansas City (EUA), pelo Grupo J. Aos 39 anos, o camisa 10 encara sua sexta Copa como a última. “The last dance”, como se diz em inglês. Ou, para os argentinos, “el último tango”.
Diferentemente de 2022, quando declarou explicitamente que o Mundial do Catar seria o último, Messi preferiu ser evasivo no ciclo seguinte. Continuou sendo escalado pelo treinador Lionel Scaloni somente divulgou sua participação na Copa de 2026 após o anúncio oficial da lista de convocados.
Sobre a despedida, os olhos de Messi driblaram seu silêncio. Uma cena emblemática do ciclo para esta Copa foi presenciada pelos torcedores em um Monumental de Nuñez lotado no dia 4 de setembro de 2025, em partida contra a Venezuela pelas Eliminatórias: o choro do camisa 10 ao ouvir o hino nacional. Ali, ele não conseguiu esconder que aquela era sua despedida oficial pela seleção em solo argentino.
Oficializada a convocação, Messi transformou a despedida das Copas em publicidade, a começar pela fornecedora de material esportivo, que criou uma chuteira exclusiva com o sugestivo título “El Último Tango”. Na campanha, o ídolo argentino concretizou o anúncio de sua retirada dos Mundiais.
Recordes batidos e prestes a superar
Messi detém dois recordes nas Copas do Mundo. Está empatado com o português Cristiano Ronaldo e o mexicano Guillermo Ochoa, também convocados para seis edições. E é o recordista em partidas disputadas na história do torneio: 26, podendo ampliar para 34 se atuar em todos os jogos.
O meia argentino pode alcançar outra marca histórica no Mundial do México, Canadá e Estados Unidos: a artilharia. Atualmente, ocupa a quarta colocação, com 13 gols, dois a menos do que Ronaldo Fenômeno e três do maior goleador das Copas, o alemão Miroslav Klose, com 16 gols anotados.
Histórico de Messi em Copas
Messi estreou em Copas prestes a completar 19 anos, em junho de 2006, na Alemanha, ainda com a camisa 19 e no banco de reservas. Na ocasião, ainda era uma revelação à sombra de Ronaldinho no Barcelona. Em poucos minutos, conseguiu brilhar em seu primeiro jogo com um gol e uma assistência na vitória por 6 a 0 contra Sérvia e Montenegro.
Em 2010, na África do Sul, um vexame. Eleito melhor do mundo, em possa da camisa 10 e sob comando de Diego Maradona, Messi passou em branco e não impediu a segunda eliminação consecutiva da Argentina para a Alemanha, desta vez com uma goleada de 4 a 0.
No Brasil, em 2014, Messi quase levou a taça para a Buenos Aires, porém foi superado novamente pela Alemanha, na prorrogação, em sua primeira final de Copa. Os anos seguintes foram tenebrosos para o craque. Contestado pela torcida e pela imprensa por não repetir o ótimo desempenho no Barcelona, perdeu duas decisões de Copa América para o Chile e chegou a anunciar sua aposentadoria da seleção, mas recuou. A queda para a França nas oitavas de final da Copa da Rússia, em 2018, aumentou a crise.
Em mais um ciclo que começou turbulento, a Albiceleste foi eliminada pelo Brasil na Copa América de 2019. A permanência de Lionel Scaloni como treinador, no entanto, virou a chave da equipe e de seu principal jogador para o ciclo mais vitorioso desde a era Maradona. Conquistou a Copa América de 2021 contra o Brasil, em pleno Maracanã. E, sob o protagonismo de Messi, autor de sete gols (seu recorde em Copas), a Argentina tornou-se tricampeã mundial no Catar.




