Um ataque a tiros na noite de segunda-feira (15/06) deixou um morto e um ferido em Mossoró, no Rio Grande do Norte. O alvo era o vereador Cabo Deyvison, de 37 anos, filiado ao Partido Liberal (PL). Seu assessor, Alyson Dyego de Oliveira Morais, também de 37 anos, não resistiu aos ferimentos.
Os disparos ocorreram diante da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Alto de São Manoel, pouco antes das 22h. Segundo a direção da unidade, o vereador aguardava do lado externo da UPA junto a uma mulher e uma criança que havia sido mordida por um cachorro.
Transmissão ao vivo no momento do crime
No instante em que os tiros foram disparados, Alyson Dyego transmitia imagens ao vivo pelas redes sociais. Ocupantes de um veículo abriram fogo contra as duas vítimas. O assessor morreu após o ataque. Cabo Deyvison foi atingido nas pernas e sobreviveu.
A polícia abriu investigação para apurar as circunstâncias do crime. Uma das linhas de apuração considera a possível motivação política do ataque.
A Polícia Civil confirmou que os atiradores utilizaram um fuzil calibre 5.56, classificado como arma de uso restrito, ou seja, proibida para civis e reservada às Forças Armadas e forças de segurança. Um carregador de munição do mesmo calibre foi recolhido pela perícia no local do crime.
O veículo usado na fuga foi localizado abandonado no bairro Alameda dos Cajueiros. Até a última atualização desta reportagem, nenhum suspeito havia sido preso. A identidade dos autores dos disparos e a motivação exata do crime ainda não foram confirmadas pelas autoridades.
Estado do vereador e investigação
Cabo Deyvison recebeu os primeiros atendimentos na própria UPA e foi transferido de ambulância para o Hospital Regional Tarcísio Maia. A equipe do parlamentar divulgou comunicado informando que seu estado de saúde é estável e lamentou a morte do assessor. “Neste momento de dor e preocupação, pedimos orações pela recuperação de Cabo Deyvison e pela família da vítima”, diz o texto.
O delegado Renato Oliveira, responsável pelo caso, classificou o atentado como bárbaro e confirmou o uso das armas de uso restrito. “É uma atitude extremamente violenta e criminosa que precisa de uma resposta”, afirmou. A Polícia Civil aponta que o alvo era o vereador. Uma das linhas de investigação examina se o crime tem relação com denúncias sobre a atuação de facções criminosas na cidade.
Eleito em 2024 e no primeiro mandato, Cabo Deyvison, de 37 anos, atuou por 13 anos como policial militar no Ceará antes de ingressar na política.




