- Duas mulheres são investigadas por homicídio culposo após ciclista morrer em Passo Fundo (RS)
- Câmeras mostram investigadas tirando fotos na ciclofaixa antes da colisão com a vítima
- Após bater nas mulheres, ciclista caiu na pista e foi atropelado por outro veículo
- Depoimento das investigadas está marcado para 22 de junho; família abriu vakinha de R$ 8 mil
Duas mulheres viraram alvo de investigação por homicídio culposo depois que um ciclista morreu em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. O caso aconteceu na última quinta (04/06), no bairro Boqueirão, e envolve o uso indevido de uma ciclofaixa para tirar fotos para redes sociais.
Segundo a Polícia Civil, a vítima é Cleocir Jorge dos Santos, de 54 anos, ele colidiu contra as duas amigas, que estavam tirando foto ciclofaixa na Avenida Brasil Oeste, enquanto pedalava. Com o impacto, caiu na pista e foi atropelado por um carro.
O que as câmeras mostram
Imagens de câmeras de segurança, divulgadas pela Polícia Civil, registraram as duas mulheres no local antes do acidente. Elas chegaram de carro branco, caminharam pela ciclofaixa e pararam para fotografar com o celular. No minuto 3:50 do vídeo, as duas aparecem paradas na via fazendo registros.
As mulheres moram em Carazinho, cidade vizinha a Passo Fundo. As identidades delas não foram divulgadas pela polícia.
Investigação e depoimento
A delegada Daniela de Oliveira Mineto, responsável pelo caso na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, informou que as investigadas serão ouvidas no próximo dia 22 de junho.
Em nota, o Escritório Renato Oliveira Advocacia Criminal, que representa a família da vítima, destacou que ciclovias e ciclofaixas têm destinação específica pelo Código de Trânsito Brasileiro. Segundo a nota, “ciclovias e ciclofaixas não são locais destinados a estas atividades, conforme o Anexo I do CTB” e “o respeito à destinação correta de cada espaço viário é medida indispensável para a segurança de todos”.
A família abriu uma vakinha virtual para cobrir os custos do velório, com meta de R$ 8 mil. O atropelamento em si não chegou a ser registrado como ocorrência policial separada.
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