Entenda por que Taylor Swift entrou na história de Jaques Wagner e Banco Master

PF aponta ingressos de Taylor Swift como propina a Jaques Wagner

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(Foto: Reprodução)

Cinco ingressos para um camarote em um show de Taylor Swift passaram a integrar as apurações da Polícia Federal na mais recente etapa da Operação Compliance Zero, realizada nesta quinta-feira (18/06), no âmbito de investigações relacionadas ao senador Jaques Wagner

As informações foram confirmadas pela jornalista Malu Gaspar em sua coluna no ‘O Globo’. Segundo a PF, o material, avaliado em R$ 63 mil, teria chegado às mãos de parentes do parlamentar como parte de vantagens indevidas.

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“Com o mesmo objetivo, a representação também descreve vantagens relativas a ingressos para shows de cantora internacional, realizado na cidade de Los Angeles (Califórnia/EUA). Em junho de 2023, AUGUSTO teria orientado sua secretária a adquirir ingressos em favor de familiares de JAQUES WAGNER”.

De acordo com as diligências, o banqueiro Augusto Lima, do Banco Pleno e aliado de Daniel Vorcaro, teria sido o responsável pelo pagamento. A PF classifica os ingressos como propina.

Além disso, o documento da PF aponta que em novembro do mesmo ano, quando a cantora estava se apresentando no Brasil, Jaques teria cobrado Augusto sobre novos ingresso. E ele teria respondido: “Pronto amigo. Seguem os outros dois. Abs.”.

As investigações também identificaram uma troca sobre os ingressos. Conforme as diligências, Lima cobrou um auxiliar a respeito do material em 23 de novembro de 2026, três anos após o evento.

O episódio integra um conjunto mais amplo de apurações. Segundo o relatório policial, divulgado nesta quinta-feira (18/06), Wagner teria tentado usar o mandato para beneficiar o Banco Master.

Atuação parlamentar investigada

As investigações apontam ao menos quatro frentes de suposta interferência do senador. Segundo os apuradores, foi identificada “atuação parlamentar voltada à fiscalização e controle da operação de potencial aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB)”.

Além disso, o parlamentar teria trabalhado para elevar os limites de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), mecanismo que protege depósitos bancários em caso de falência de instituições financeiras. Também teria pressionado pela ampliação da margem consignável, percentual do salário que pode ser comprometido com empréstimos, de trabalhadores com carteira assinada.

Por fim, segundo as investigações, Wagner apresentou emenda legislativa para viabilizar crédito a beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e de outros programas de transferência de renda.

Leia mais: Polícia Federal apreende US$ 49 mil em espécie em endereço ligado a Jaques Wagner

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