As denúncias envolvendo o presidente da CBF, Samir Xaud, são interpretadas internamente como uma tentativa de enfraquecer a atual gestão em meio às discussões sobre mudanças estruturais no futebol brasileiro, especialmente a criação de uma liga independente de clubes.
Dirigentes próximos ao mandatário avaliam que as acusações têm origem em interesses externos e fazem parte de uma movimentação contrária ao projeto da Liga, sem potencial para gerar desgaste político dentro da entidade.
Apesar da repercussão das suspeitas de que despesas pessoais teriam sido custeadas com recursos da confederação, Xaud nega qualquer irregularidade e afirma que todos os gastos particulares foram pagos com recursos próprios. A CBF também rejeita a acusação de uso indevido de verbas da entidade.
Nos bastidores, o clima é de estabilidade. Presidentes de federações estaduais e integrantes da diretoria mantêm apoio ao dirigente e destacam que pautas consideradas prioritárias, como a profissionalização da arbitragem, o fair play financeiro e a aproximação entre clubes e federações, continuam avançando.
A avaliação predominante é de que o episódio tem caráter pessoal e não compromete a gestão administrativa da confederação.
Mesmo após se afastar temporariamente do convívio com a delegação da Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo, Xaud segue respaldado politicamente. Não há, segundo aliados, qualquer discussão sobre uma eventual saída do cargo.
A expectativa é de que o presidente retome nos próximos dias sua rotina junto à equipe nacional, permanecendo à frente da CBF com apoio considerado praticamente unânime entre as federações estaduais.
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