Em evento neste sábado (20/06), em São Paulo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recorreu a um slogan que ficou famoso com Luiz Inácio Lula da Silva, justamente seu futuro rival nas eleições deste ano. O pré-candidato à Presidência da República disse que a “esperança vai vencer o medo”.
Flávio também afirmou que não tinha a intenção de ser candidato à presidente, mas aceitou a missão que lhe foi dada. “Eu também não queria lá atrás [ser candidato a presidente], mas as circunstâncias e a missão que me foi dada, que eu acredito que é projeto de Deus. Eu vou dar o meu melhor e tenho certeza que a esperança vai vencer o medo neste ano”, afirmou o pré-candidato do PL.
No mesmo discurso, Flávio prometeu ser “radical” em algumas frentes. “Vou ser radical na Segurança Pública sim. Vou ser radical para garantir ensino de qualidade pras nossas crianças. Vou ser radical para cumprir uma promessa que o Lula faz há mais de 20 anos e não cumpre: o pacto contra a fome. É fácil. Basta ter vontade. Porque hoje, uma criança de dois, três anos de idade, não tem o que comer as vezes. Como essa criança vai se desenvolver?”, questionou.
“É nossa obrigação dar ajuda a essas crianças desde a creche. E a gente vai zerar essa fila de creche. Vamos ajudar os estados e municípios, para as mulheres terem com quem deixar seus filhos”, disse o senador do PL. O presidente Lula criou o programa Fome Zero em 2003, que depois se transformou no Bolsa Família.
O senador também defendeu a manutenção do programa de transferência de renda. “Esse programa virou direito adquirido do povo brasileiro. Ninguém tem o direito de tocar ou de acabar com esse programa. Qualquer país do mundo tem um programa para pessoas de baixa renda que têm dificuldade alimentar”, afirmou.
Proposta para a informalidade
Flávio apresentou uma proposta voltada a beneficiários que trabalham fora do mercado formal. “Quase 70% das pessoas que recebem o Bolsa Família trabalham informalmente e não vão para a formalidade porque têm medo de perder o benefício”, declarou.
Para enfrentar esse problema, ele propõe ampliar o período de proteção do programa para quem migrar para um emprego formal ou abrir o próprio negócio. “Nós vamos propor a criação de um programa não só para garantir que as pessoas permaneçam ganhando o Bolsa Família caso passem para um emprego formal ou abram a própria empresa, por um período mais longo, mas também para mostrar que elas têm um caminho e podem caminhar com as próprias pernas, sem depender de político nenhum”, afirmou.
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O pré-candidato também defendeu a criação de iniciativas diferentes de acordo com o perfil de cada beneficiário. “Tem aquela pessoa que é analfabeta, aquela pessoa que só não tem educação financeira e aquela que já tem uma certa noção, quer abrir o próprio negócio, mas não tem um microcrédito. Veja os perfis diferentes de quem recebe o Bolsa Família”, disse.
Flávio afirmou ainda que programas de transferência de renda devem ser mantidos para quem precisa, mas acompanhados de políticas que ampliem as possibilidades de emprego e empreendedorismo. “O objetivo pessoal meu é fazer com que as pessoas caminhem com as próprias pernas, sem depender de político. Precisamos trazer grandes empreendimentos que gerem empregos e deem um salário melhor, para que as pessoas não precisem mais desse tipo de ajuda. Mas, até lá, quem precisar do governo terá o apoio”, declarou.




