O ministro Alexandre de Moraes autorizou o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro no inquérito da Polícia Civil do Distrito Federal que apura a apreensão de uma arma registrada em seu nome. A oitiva foi marcada para terça-feira (23/06), às 15h, e deverá ocorrer presencialmente na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária.
De acordo com a decisão assinada nesta sexta-feira (19/06), a Polícia Civil instaurou o Inquérito Policial nº 672/2026-17º DP após a apreensão de uma pistola Glock calibre 9 mm e um carregador sobressalente, durante uma ocorrência registrada na noite da última segunda-feira (15/06). A corporação havia solicitado que o depoimento fosse realizado por videoconferência, mas Moraes determinou que ele aconteça de forma presencial, alegando que há restrição legal ao uso de comunicações eletrônicas pelo ex-presidente.
Na mesma decisão, o ministro voltou a questionar a defesa sobre o cumprimento de determinações relacionadas ao acompanhamento de saúde de Bolsonaro. Segundo Moraes, os advogados indicaram apenas Carlos Eduardo Antunes Torres, apresentado como pessoa de confiança da família e irmão de criação da esposa do ex-presidente, sem comprovar formação como enfermeiro ou técnico de enfermagem. Pedidos anteriores para que ele permanecesse na residência já tinham sido negados.
Moraes determinou ainda que a defesa informe, em até 48 horas, se houve a contratação de profissional da área de saúde para acompanhar Bolsonaro durante o período noturno e confirme se os agentes de segurança cedidos ao ex-presidente em razão de sua condição de ex-chefe de Estado são dispensados diariamente à noite. A decisão também foi encaminhada à Polícia Civil do Distrito Federal e à Procuradoria-Geral da República.
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