Após a 9ª fase da operação Compliance Zero atingir o senador Jaques Wagner (PT-BA), o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência pelo Novo, Romeu Zema, publicou nas redes sociais um vídeo satírico, produzido por inteligência artificial, associando o parlamentar à compra de ingressos para shows de Taylor Swift. O material foi ao ar neste sábado (20/06).
O vídeo integra a série “Os Intocáveis”, O episódio se chama “Taylor Swift e o salvador de intocáveis” e usa a imagem da cantora para ironizar tanto Wagner quanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que no material defende o líder do governo no Senado.
Investigação
A operação Compliance Zero foi deflagrada pela PF na última quinta-feira (18/06). Segundo a investigação, o caso envolve suspeitas de irregularidades ligadas ao Banco Master e a agentes públicos.
Uma decisão do ministro do STF André Mendonça menciona a compra de ingressos para camarote por R$ 63.339,00 que seriam para apresentações de Taylor Swift nos Estados Unidos e em São Paulo. A aquisição teria sido feita pela empresa Reag Investimentos S.A.
Na prática, a investigação busca apurar se houve favorecimento indevido entre agentes públicos e instituições financeiras. Para o cidadão, o caso coloca em xeque o uso de recursos privados para beneficiar autoridades.
Resposta de Wagner
A assessoria divulgou a seguinte nota: “O senador Jaques Wagner (PT-BA) esclarece que não é réu, não foi denunciado e não foi acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados. O parlamentar acompanha com tranquilidade o andamento das investigações e mantém a confiança na condução delas. O senador também nega atuação em favor do Banco Master ou qualquer outra instituição financeira”.
“Os Intocáveis”
A série “Os Intocáveis” já satirizou os ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes em episódios anteriores. Em resposta, Gilmar acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a inclusão de Zema em inquérito sobre fake news.
Em maio, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Zema por calúnia contra Gilmar Mendes. O ex-governador, filiado ao partido Novo e pré-candidato à Presidência, não comentou publicamente os desdobramentos judiciais no vídeo publicado no sábado.




