O júri popular dos policiais militares acusados de participar do assassinato de Antônio Vinícius Gritzbach, o delator do Primeiro Comando da Capital (PCC), começa nesta segunda-feira (22/06), no Fórum Criminal de Guarulhos, na Grande São Paulo. O julgamento está marcado para 10h e tem duração prevista de cinco dias.
Três réus respondem ao processo: Denis Antonio Martins, Ruan Silva Rodrigues e Fernando Genauro da Silva. Todos estão presos e são acusados pelo homicídio qualificado de Gritzbach e do motorista Celso Araújo Sampaio de Novais, além de duas tentativas de homicídio de pessoas que ficaram feridas durante o ataque.
Gritzbach foi morto com tiros de fuzil na área de desembarque do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, em novembro de 2024.
Ele era empresário do ramo imobiliário e acusado de lavar dinheiro para o PCC por meio da compra de imóveis e de transações com criptomoedas. Ele era investigado e estava negociando uma delação premiada com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) quando foi assassinado.
Como funciona o júri
O julgamento será conduzido pelo juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, da Vara do Júri de Guarulhos, e pelos promotores de Justiça Vânia Cáceres Stefanoni e Rodrigo Merli Antunes.
O Tribunal do Júri começa com o sorteio dos jurados: 25 pessoas são convocadas, e sete são escolhidas para formar o Conselho de Sentença, que é o responsável por decidir se os réus devem ser condenados ou absolvidos.
Depois, são ouvidas as testemunhas de acusação e realizados os interrogatórios dos acusados. Acusação e defesa apresentam seus argumentos em debates com direito a réplica e tréplica.
Em seguida, os jurados se reúnem para decidir se condenam ou absolvem os réus. Com base na decisão do Conselho de Sentença, o juiz define a pena e profere a sentença.
Quem são as testemunhas
Ao todo, 21 testemunhas devem ser ouvidas, entre acusação e defesa.
Os promotores indicaram nove testemunhas de acusação. São elas: duas pessoas que estavam no terminal no dia dos fatos, foram baleadas e sobreviveram; a viúva do motorista de aplicativo morto; os oficiais que participaram do Inquérito Policial Militar; Danilo Silva Lima, motorista e segurança particular de Gritzbach; a delegada Luciana Peixoto, responsável pela investigação; e um perito.
As defesas dos réus indicaram 12 testemunhas.
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