A Câmara Municipal de São Caetano do Sul aprovou, em 16 de junho de 2026, uma mudança que restringe o passe livre no transporte público da cidade. A partir de 15 de julho, apenas quem mora no município terá direito à gratuidade. Quem vier de fora pagará R$ 15 por viagem.
A decisão veio após o sistema entrar em colapso. Segundo a Prefeitura de São Caetano do Sul, o número de passageiros diários saltou de 20 mil para 80 mil depois que a tarifa zero foi lançada, em outubro de 2023. O crescimento foi de 300%, bem acima dos 50% previstos no planejamento original.
O prefeito Tite Campanella (PL) afirmou que o aumento gerou consequências diretas para quem usa o serviço: “Isso resultou na queda da qualidade do serviço, com ônibus lotados e reclamações dos usuários”.
Metade dos passageiros vem de fora
Um dado pesou na decisão: conforme a prefeitura, 50% dos usuários do transporte coletivo não residem em São Caetano do Sul. Com a nova regra, a gestão municipal estima uma economia de R$ 15 milhões por ano ao deixar de bancar as viagens desse grupo.
Para continuar viajando de graça, os moradores precisarão se cadastrar no programa SancaGovbr. O cadastro será obrigatório para acessar o benefício após a entrada em vigor da restrição.
Tendência nacional
São Caetano não está sozinha nesse movimento. Um levantamento da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano) aponta que oito municípios brasileiros já voltaram a cobrar passagem depois de adotar a tarifa zero. Ao todo, 143 cidades no país ainda mantêm o modelo de gratuidade integral.
Enquanto isso, outras cidades ainda apostam na expansão do benefício. A Prefeitura de Cotia, município de 290 mil habitantes, implantou a tarifa zero aos domingos. No primeiro dia de operação, no último fim de semana antes de 17 de junho de 2026, o sistema registrou 7 mil usuários. A passagem regular na cidade custa R$ 5,30, conforme informou a prefeitura local.
Leia mais: SP abre abrigo emergencial contra o frio de 9°C previsto na capital




