Cabo Verde arrancou um empate por 2 a 2 diante do Uruguai neste domingo (21/06), pelo Grupo H da Copa do Mundo 2026. O segundo gol cabo-verdiano saiu dos pés de Hélio Varela, atacante de 24 anos que virou símbolo da campanha histórica das Ilhas na competição.
Copa Para Você! Fique por dentro de tudo sobre a Copa do Mundo 2026 na TMC
O resultado mantém as chances de Cabo Verde de avançar à segunda fase, algo inédito para um país em sua primeira participação em uma Copa do Mundo.
Leia mais:
- Cabo Verde marca seus primeiros gols em Copas do Mundo e busca empate histórico com Uruguai
- Assista aos gols de Uruguai 2 x 2 Cabo Verde | Copa do Mundo 2026
A escolha que definiu uma carreira
Varela nasceu em Almada, Portugal, mas nunca teve dúvida sobre qual camisa queria vestir. Em entrevista ao Flashscore, ele explicou a decisão: “Quem me conhece sabe da minha paixão por Cabo Verde. Apesar de não ter nascido lá, desde pequeno sempre coloquei na minha cabeça que o meu objetivo era jogar na seleção de Cabo Verde, e foi uma decisão que não pensei duas vezes.”
O atacante estreou pela seleção três anos antes do confronto com o Uruguai. Desde então, tornou-se peça central do técnico Pedro Brito, conhecido como Bubista.
A polêmica de 2024
Nem tudo foi tranquilo nessa trajetória. Em 2024, quando tinha 21 anos, Varela pediu dispensa da seleção para a Copa das Nações Africanas e permaneceu atuando pelo Portimonense. A ausência durou três meses.
A situação gerou ruído. O presidente da Federação de Cabo Verde, Mário Semedo, chegou a criticar publicamente a diretoria e o treinador do Portimonense por pressionar o jogador.
Varela reconheceu a dificuldade da decisão em declarações à Agência Lusa: “Foi uma decisão que quem me conhece sabe o quão difícil foi de tomar, pelo orgulho que tenho de vestir a camisa de Cabo Verde. Mas ainda assim foi tomada a título individual e avisada antecipadamente”
Sobre as críticas que recebeu na época, o atacante afirmou que nem tudo o que saiu nas notícias era verdadeiro e completou: “Se tivesse visto de fora também teria entendido da mesma maneira”
De volta e mais forte
Após os três meses fora, Varela foi reconvocado e participou das eliminatórias que levaram Cabo Verde à Copa. Hoje defende o Maccabi Tel Aviv, em Israel, depois de passar pelo Gent.
Sobre a relação com o futebol em meio às pressões, ele disse: “Tento levar as coisas da melhor maneira possível. Nem sempre estão bem dentro e fora de campo, mas o futebol nos ajuda mais do que as pessoas pensam. Não é uma profissão fácil, mas tem coisas muito boas, e é um privilégio entrar em campo.”




