Juiz mantém prisão de acusada de matar crianças com chumbinho em ovos de Páscoa

Jordélia Pereira Barbosa foi condenada por tentativa de homicídio qualificado e duplo homicídio. Crime ocorreu em abril de 2025 com ovos contaminados com chumbinho.

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Reprodução Rede Mirante, afiliada da TV Globo
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Uma mulher foi condenada a 66 anos de prisão por envenenar ovos de Páscoa com chumbinho e enviar à família de sua rival em Imperatriz, no Maranhão. O crime ocorreu em abril de 2025 e resultou na morte de duas crianças, além de tentativa de homicídio contra a mãe delas.

Jordélia Pereira Barbosa era ex-namorada do companheiro de Mirian Lira Rocha. Segundo o Ministério Público do Maranhão, o crime foi motivado por ciúmes e vingança. A investigação concluiu que a ação foi premeditada.

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O Crime e a Operação

Jordélia viajou de Santa Inês até Imperatriz e hospedou-se em um hotel usando nome falso. Ela contratou um motoboy para entregar os ovos de Páscoa à família de Mirian. A encomenda chegava com um bilhete que dizia: “Com amor para Mirian Lira. Feliz Páscoa!!!”.

Quando a família consumiu os doces, Mirian e as duas crianças foram envenenadas. Mirian recebeu atendimento médico rapidamente e sobreviveu. As duas crianças não resistiram.

Investigação e Prisão

A polícia prendeu Jordélia em Santa Inês. Na revista, encontraram perucas e restos de chocolate com ela. Um bilhete de ônibus também foi localizado, conectando-a ao deslocamento até Imperatriz.

Em depoimento, Jordélia admitiu que comprou e enviou o ovo de chocolate. Porém, não negou ter envenenado o doce, atribuindo a culpa a terceiros. Sua versão não foi considerada infundada pela Justiça, mas o júri reconheceu os crimes.

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Condenação e Indenizações

O júri reconheceu tentativa de homicídio qualificado contra Mirian e duplo homicídio qualificado contra as duas crianças. O juiz da 3ª Vara Criminal de Imperatriz determinou o cumprimento imediato da pena e manteve a prisão preventiva de Jordélia.

Mirian receberá indenização mínima por danos morais de 100 salários mínimos. Ela e o pai das crianças receberão juntos 400 salários mínimos. O juiz negou o direito de recorrer em liberdade, mantendo Jordélia encarcerada durante o processo de apelação.

A denúncia foi formulada pela 8ª Promotoria de Justiça de Imperatriz, sob titularidade do promotor Tiago Quintanilha Nogueira.

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