A Polícia Civil encerrou na terça-feira (23/06) o inquérito sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump na Trilha da Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo. O documento foi encaminhado ao Tribunal de Justiça com o indiciamento de três instrutores por homicídio qualificado com dolo eventual — quando não há intenção de matar, mas se assume o risco de morte.
Os indiciados são Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves. Segundo a Polícia Civil, os três já haviam sido presos no próprio dia do acidente, 13 de maio.
Conforme as investigações, Maria Eduarda foi lançada de uma altura aproximada de 40 metros sem estar presa aos equipamentos de segurança. A jovem não sobreviveu ao impacto.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que 22 pessoas foram ouvidas ao longo do inquérito. A perícia policial constatou ainda o desaparecimento da câmera usada para registrar a atividade, fato que o juiz responsável pelo caso apontou como possível tentativa de ocultar provas. Três funcionários da empresa também deixaram o local em direção a uma área de vegetação próxima logo após o acidente, o que o magistrado considerou risco de obstrução das investigações.
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Empresa sem autorização
A Secretaria de Patrimônio da União (SPU) confirmou que a empresa Entre Cordas não possuía autorização para realizar operações esportivas no local. A ausência de licença é um dos elementos centrais do caso.
Em 20 de junho, três pessoas, uma mulher e dois homens, tiveram prisão temporária decretada e cumprida, segundo a SSP-SP. A secretaria também informou a abertura de um novo procedimento para apurar o envolvimento de outras cinco pessoas no crime.
Após a tragédia, o governo federal passou a avaliar a possibilidade de demolir a estrutura da Ponte do Esqueleto, conforme informação oficial. A decisão, porém, ainda não foi tomada.




