Após a prisão do funkeiro MC Negão Original, na manhã desta quinta-feira (25/06), na cidade de Avaré, no interior paulista, a defesa do cantor se pronunciou. A detenção ocorreu no âmbito da Operação Fim da Fábula, ação voltada a desarticular uma organização especializada em fraudes eletrônicas.
Após o cumprimento do mandado de prisão, MC Negão Original passou por audiência de custódia, conforme informou o advogado Robson Cyrillo. Na mesma data, a defesa protocolou tanto um pedido de revogação da prisão preventiva quanto um habeas corpus. Ambos aguardam análise do Poder Judiciário.
Cyrillo afirmou que a defesa comprovou a origem lícita das movimentações financeiras atribuídas ao artista. Sobre um imóvel citado na investigação, o advogado argumentou que a aquisição ocorreu em data posterior aos fatos apurados na primeira etapa da operação, envolvendo um dos corréus.
Argumentos da defesa
A defesa sustenta que não estão presentes os requisitos legais necessários para manter a prisão cautelar, ou seja, a detenção antes de uma condenação definitiva. Cyrillo disse confiar que, ao longo do processo, ficará demonstrada tanto a desnecessidade da medida quanto a inocência do funkeiro.
Por estratégia processual, a defesa informou que não concederá entrevistas. Os esclarecimentos serão apresentados exclusivamente ao Poder Judiciário.
Investigação
Segundo a Polícia Civil, o grupo investigado acumulou cerca de R$ 100 milhões ao longo de cinco anos por meio de diferentes tipos de golpe. Entre os esquemas mapeados estão fraudes envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), falso advogado, mão fantasma, cartões clonados, além de fraudes em plataformas de apostas (bets) e fintechs.
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