Saiba quais jogadores da Copa do Mundo estão sendo investigados por estupro

Fifa não tem regra que impeça convocação de atletas investigados; decisão fica com cada federação nacional

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Hakimi, Sano e Ryan Mendes
(Foto: Bernadett Szabo, Siphiwe Sibeko e Raquel Cunha via Reuters)

Pelo menos cinco jogadores da Copa do Mundo de 2026 investigados por estupro ou agressão sexual. Um dos acusados é o volante Kaishu Sano, autor do primeiro gol do Japão contra o Brasil na segunda fase do Mundial, nesta segunda-feira (29/06). O jogador foi preso em julho de 2024, acusado de agressão sexual em um hotel de Tóquio, segundo a polícia de Tóquio. Um ano depois, o processo foi encerrado sem condenação. Sano voltou à seleção e se desculpou publicamente em 2025.

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O técnico Hajime Moriyasu explicou a decisão de reintegrá-lo: “Tenho acompanhado sua trajetória o tempo todo e, após conversar pessoalmente com ele, senti fortemente que ele está verdadeiramente arrependido. Perguntei a mim mesmo se deveríamos simplesmente excluir alguém da sociedade ou do mundo do futebol por ter cometido um erro. Decidi que seria melhor, como uma família, oferecer a ele uma oportunidade de recomeçar“.

Mesmo sem ter sido condenado, Sano pediu desculpas: “Peço sinceras desculpas por ter causado transtornos e preocupações a tantas pessoas por causa das minhas ações. Daqui para frente, pretendo continuar demonstrando, por meio das minhas atitudes, palavras e tudo o que eu puder fazer, meu comprometimento, além de contribuir para a sociedade também fora dos gramados”.

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A Fifa não tem regra geral que impeça a inscrição desses atletas. Em comunicado, a entidade afirmou que “trata com a máxima seriedade qualquer denúncia de conduta imprópria e dispõe de um processo claro para que qualquer pessoa envolvida com o futebol possa comunicar um incidente”.

A entidade acrescenta: “Como regra geral, os órgãos judiciais independentes da Fifa não comentam sobre denúncias que possam ou não ter recebido, nem confirmam ou negam a existência de investigações em andamento sobre supostos casos”.

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Os casos um a um

Ryan Mendes, de Cabo Verde, foi acusado de estupro. A polícia da Nova Zelândia colheu imagens de câmeras de segurança do hotel e realizou exames de corpo de delito. O inquérito ainda aguarda laudo pericial para ser concluído.

No Japão, além de Sano, o atacante Junya Ito foi acusado de abuso sexual contra duas mulheres em um hotel em Osaka, no início de 2024. A seleção japonesa o cortou da Copa da Ásia. Em agosto do mesmo ano, os promotores do Ministério Público do Japão decidiram não prosseguir com o caso por falta de provas. Ito ainda apresentou denúncia criminal contra as acusadoras por falsas denúncias.

Hakimi e Partey: casos ainda abertos

Achraf Hakimi, do Marrocos, foi acusado de estupro na França em 2023. O caso teve início em fevereiro daquele ano, e o jogador foi indiciado em março. Hakimi pediu o arquivamento, mas o Tribunal de Apelação de Versalhes negou o pedido. Em fevereiro deste ano, um juiz acolheu a denúncia. O atleta vai a julgamento na Justiça francesa.

Nas redes sociais, Hakimi disse ser inocente: “Hoje em dia, uma acusação de estupro é suficiente para justificar um julgamento, mesmo que eu a negue e tudo prove que é falsa. Isso é tão injusto para os inocentes quanto para as verdadeiras vítimas. Aguardo com serenidade este julgamento, que permitirá que a verdade venha à tona publicamente”.

O caso mais extenso é o do meia Thomas Partey, de Gana. Ele responde a sete acusações de estupro e agressão sexual no Reino Unido. Duas mulheres o acusaram por crimes cometidos entre 2021 e 2022. Uma terceira mulher também o acusou de agressão sexual. No começo deste ano, mais duas acusadoras surgiram. Em fevereiro, Partey se declarou inocente em tribunal inglês.

As consequências já chegaram antes do apito inicial. A Justiça canadense negou visto ao jogador por causa da investigação, o que o impediu de entrar no país. Com isso, Partey desfalcou a seleção de Gana na estreia da Copa contra o Panamá. Em 2025, ele foi preso e, depois, recebeu liberdade condicional após pagamento de fiança, sob a condição de não contatar as mulheres que o acusaram e de informar mudanças de endereço ou viagem internacional.

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