Mais de 100 agentes da polícia sul-coreana serão mobilizados no Aeroporto Internacional de Incheon, na madrugada de terça-feira (30/06), para receber Hong Myung-bo. O ex-técnico da Seleção da Coreia do Sul retorna de Guadalajara, no México, após a eliminação precoce da equipe na Copa do Mundo, em meio a ameaças de morte.
Uma postagem intitulada “Vou assumir a responsabilidade e matar Hong Myung-bo” circulou em uma comunidade online no domingo (28/06). O autor se identificou como um cidadão americano de 41 anos e afirmou que iria ao aeroporto para assassinar o treinador. Segundo o jornal Korea JoongAng, o esquema de segurança foi reforçado justamente por causa da ameaça.
Demissão e pressão política
Ainda no domingo, o presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, afirmou que o fracasso da seleção foi consequência de falhas organizacionais e classificou o trabalho de Hong como incompetente. Horas depois, o treinador anunciou sua saída do comando da equipe.
A Associação de Futebol da Coreia do Sul (KFA) também decidiu separar Hong e oito jogadores do restante da delegação. Os dois grupos deixaram Guadalajara em voos diferentes.
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Rejeição nas ruas e nas telas
A hostilidade ao treinador foi além das ameaças virtuais. Bares e restaurantes chegaram a colocar cartazes proibindo a entrada de Hong. A emissora pública KBS borrou o rosto dele em imagens exibidas na televisão. Torcedores também organizaram uma petição para que ele se afaste do futebol sul-coreano.
A Coreia do Sul encerrou a fase de grupos com apenas uma vitória em três partidas e terminou em terceiro lugar no Grupo A, sem avançar ao mata-mata.
Além das ameaças, a polícia sul-coreana investiga oito denúncias registradas em 2024 que apontam possíveis irregularidades no processo de contratação de Hong.
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