Em 1º de julho de 2026, a Polícia Federal deu início à terceira fase da Operação Galho Fraco II. A ação busca aprofundar as investigações sobre desvios envolvendo a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP), verba federal destinada a custear despesas de trabalho dos parlamentares.
As medidas judiciais foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e cumpridas em três unidades da federação: Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais.
Entre os crimes investigados estão peculato (apropriação ilícita de dinheiro público por servidor), lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa. De acordo com a PF, as apurações indicam um esquema articulado entre agentes públicos, particulares e pessoas jurídicas, cujo propósito seria conferir aparência legal à circulação de verbas públicas desviadas.
A PF também identificou indícios de possíveis tentativas de ocultar ou alterar provas, conduta que configura fraude processual.
O que as fases anteriores revelaram
Nas fases anteriores da operação, já tinham sido detectadas irregularidades na contratação, com verbas da CEAP, de uma empresa do ramo de aluguel de veículos. A etapa atual expande o escopo das investigações, concentrando-se no rastreamento e no destino final dos recursos movimentados.
A PF não divulgou os nomes dos agentes públicos, particulares ou empresas investigados, nem os valores envolvidos.




