Kane comanda e Inglaterra vai às oitavas da Copa com virada sobre RD Congo

Astro inglês marcou os dois gols ingleses na suada virada e evitou mais uma “zebra” neste Mundial

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(Foto: Nathan Ray Seebeck/Reuters)

Em mais um jogo de craques decisivos nesta Copa do Mundo 2026, a Inglaterra contou com o brilho de Harry Kane para alcançar as oitavas de final. O artilheiro marcou duas vezes e decretou a suada virada inglesa sobre a República Democrática do Congo, por 2 a 1, nesta quarta-feira (1º/07), em Atlanta, nos Estados Unidos.

O próximo desafio inglês será o México, um dos anfitriões deste Mundial, no domingo (05/07), às 21 horas (de Brasília), no tradicional Estádio Azteca, na Cidade do México. O futuro vencedor deste confronto poderá ser o rival do Brasil numa eventual fase de quartas de final, se a Seleção Brasileira superar a Noruega também no domingo. 

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O início de jogo em Atlanta foi de surpresa e susto. Logo aos 6 minutos, a República Democrática do Congo abriu o placar em uma rápida e bela troca de passes no ataque. Cipenga recebeu livre pela esquerda, bateu rasteiro no canto direito de Pickford e surpreendeu as arquibancadas. 

A equipe africana comemorou o gol quase como se fosse um título enquanto os ingleses não escondiam o espanto, na torcida e no banco de reservas. 

O lance bem-sucedido dos africanos deu o tom do primeiro tempo. A RD Congo passou a atuar de forma recuada, à espera dos ingleses. Porém, não deixava de se arriscar no ataque, sob o comando de jogadores com experiência na Premier League, o Campeonato Inglês, mais badalado do mundo: Sadiki (Sunderland), Wissa (Newcastle), Arthur Masuaku (Sunderland), além do lateral Wan-Bissaka (West Ham).

Mas logo o principal jogador africano passou a ser o goleiro Mpasi. Ele parou cabeçada perigosa de Bellingham, aos 29, e finalizações de Kane e do próprio astro do Real Madrid. No lance mais polêmico da etapa, Kane sofreu contato dentro da área e se jogou. O árbitro não marcou nada, para decepção da torcida inglesa. 

A resposta da RD Congo veio aos 41, com Wissa, que carimbou a trave e apavorou os europeus.    

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Kane brilha e é decisivo

A etapa final repetiu a pressão inglesa, desta vez com maior participação de Rashford, ao lado de Bellingham. Eram os dois jogadores mais perigosos do time. Numa oportunidade do segundo, Mpasi fez grande defesa, mas precisou da ajuda de Mbemba para tirar a bola em cima da linha do gol, aos 7. 

Preocupado, o técnico Thomas Tuchel mudou o ataque e colocou Saka e Gordon em campo. Na sequência, Eberechi Eze também ganhou uma chance. A solução inglesa, contudo, já estava na partida. Depois de 20 minutos de lentidão e raros ataques, o time europeu chegou ao empate com Kane, de cabeça, livre na área, aos 29. 

Diante de um adversário cada vez mais recuado, a Inglaterra não tinha dificuldades para se impor em campo, mesmo sem fazer grandes esforços. Coube a Kane, um dos atacantes mais agudos do mundo, resolver o problema. Aos 40, ele chamou a responsabilidade para si, dominou a bola na entrada da área e disparou chute potente no ângulo: virada dos ingleses. 

Os instantes finais foram de leve pressão da RD Congo e indisfarçável alívio inglês, que evitou mais uma zebra nesta Copa.

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