A Santa Sé emitiu, na quinta-feira, 2 de julho, um decreto de excomunhão contra integrantes da Sociedade de São Pio X, um dia depois de o grupo ter ordenado quatro novos bispos sem a devida autorização papal. O documento que formaliza a punição foi publicado pelo Dicastério para a Doutrina da Fé.
A ordenação aconteceu na quarta-feira, 1º de julho. De acordo com o Vaticano, a consagração de novos bispos é prerrogativa exclusiva do Papa, que deve autorizá-la. O Papa Leão XIV havia feito um apelo público para que a Sociedade se abstivesse de realizar o ato.
Os quatro bispos ordenados foram atingidos pelo decreto de excomunhão. Outros dois bispos presentes na cerimônia também sofreram a mesma sanção, conforme informou o Dicastério para a Doutrina da Fé.
A excomunhão exclui o fiel dos sacramentos da Igreja — “a excomunhão significa que eles estão excluídos dos sacramentos da Igreja”, conforme o decreto. A punição se estende além dos bispos. Conforme o decreto, os sacerdotes da Sociedade estão em cisma e excomungados. Os leigos que aderirem formalmente ao grupo também se enquadram nessa condição.
O Dicastério para a Doutrina da Fé declarou que os sacramentos celebrados pela Fraternidade Sacerdotal São Pio X são considerados ilícitos. O grupo não tem capacidade de ouvir confissões de forma válida nem de celebrar matrimônios com reconhecimento pela Igreja Católica.
A Igreja Católica reúne 1,4 bilhão de fiéis sob supervisão do Dicastério para a Doutrina da Fé.
O histórico do grupo
A Sociedade de São Pio X foi fundada pelo arcebispo Marcel Lefebvre. O grupo rejeita os ensinamentos do Concílio Vaticano II, realizado na década de 1960. Entre as posições do grupo está a recusa à permissão de Missa em línguas vernáculas, ou seja, nos idiomas locais de cada país. A Sociedade prefere o rito em latim.
O grupo declara ter 733 padres distribuídos pelo mundo.




