A divulgação de um vídeo por Michelle Bolsonaro em 24 de junho gerou um racha público com o senador Flávio Bolsonaro, e, segundo pesquisa da AtlasIntel/Bloomberg, publicada nesta quinta-feira (02/07), a maioria dos eleitores avalia que o episódio prejudica a pré-candidatura presidencial dele.
Entre os entrevistados, 37,8% avaliam que a briga prejudica fortemente a candidatura de Flávio, enquanto 26,3% reconhecem um impacto negativo, porém mais moderado. Juntos, esses dois grupos somam 64,1% do total ouvido.
No extremo oposto, apenas 7,1% entendem que o vídeo beneficia muito a pré-candidatura, e 2,1% veem um fortalecimento leve. Para 22,4% dos respondentes, o episódio não traz consequências à corrida eleitoral.
O comportamento do senador no vídeo foi avaliado de forma negativa por grande parte dos eleitores. Segundo o levantamento, 59,6% acreditam que Flávio foi grosseiro e desrespeitoso com Michelle. Outros 29,3% não compartilham dessa avaliação.
Sobre a decisão de Michelle de tornar o vídeo público, 51% concordam com a atitude. Já 35,1% discordam.
Entre os 78% dos eleitores que afirmaram ter assistido ao vídeo, 38,3% concordam mais com a posição de Michelle. Apenas 20,6% ficam ao lado de Flávio, e 21,4% concordam com os dois em parte.
Por que Michelle publicou o vídeo?
O levantamento também investigou como os eleitores interpretam as motivações de Michelle. A resposta mais frequente, apontada por 38,6%, foi a de que ela poderia estar movida por ambições próprias à disputa presidencial — percepção dos entrevistados, sem confirmação factual. Já 28,5% entenderam que o objetivo foi expor diferenças políticas e pessoais, e 22,3% acreditam que a publicação buscou ampliar a influência dela dentro da legenda.
O apoio de Michelle à campanha de Flávio é visto como relevante por parte do eleitorado. Para 28,9%, esse apoio seria muito importante. Outros 26,5% o consideram importante. Já 16,3% avaliam como pouco importante, e 11,7% como nada importante.
Lealdade a Bolsonaro e disputa no Ceará
Quando o assunto é fidelidade às orientações políticas de Jair Bolsonaro, 38,3% dos eleitores acham que Flávio é mais leal ao ex-presidente. Outros 15,5% atribuem maior lealdade a Michelle, e 30,9% consideram os dois igualmente fiéis.
O racha também envolve uma disputa sobre o apoio ao governo do Ceará. Flávio defende o apoio a Ciro Gomes para o cargo. Michelle discorda. Segundo a pesquisa, 53,8% dos eleitores concordam com a posição de Flávio nesse ponto. Já 36,7% ficam ao lado de Michelle.
Mesmo diante do desgaste, Flávio segue como nome dominante nas sondagens de sucessão. Entre quem depositou voto em Jair Bolsonaro nas eleições de 2022, 81,9% o apontam como o representante natural do Bolsonarismo na corrida à Presidência. Michelle aparece como preferência de apenas 14,7% desse grupo.
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Entre os eleitores de direita em geral, o cenário é semelhante, segundo dados da AtlasIntel. Flávio aparece com 43,2% das preferências. Nikolas Ferreira vem em segundo, com 18,4%. Renan Santos registra 14,5%, e Tarcísio de Freitas aparece com 8,6%. Eduardo Bolsonaro tem 4,5%, Michelle 3,9%, Ronaldo Caiado 3,5%, Romeu Zema 1,4% e Aécio Neves 0,4%.
A Atlas/Bloomberg realizou 4.999 entrevistas no período de 26 a 30 de junho de 2026. A margem de erro é de 1 ponto percentual, com grau de confiança de 95%. O estudo foi protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o registro de número BR-04582/2026.
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