Disputando seu primeiro mata-mata de Copa do Mundo, o Egito busca bater a Austrália nesta sexta-feira (03/07) para avançar às oitavas de final. Quem vê a partida de Dallas, nos Estados Unidos, nem pensa que o Egito desistiu de disputar a edição de 1938 do Mundial por causa do Ramadã.
Com apenas 16 vagas disponíveis para a Copa do Mundo daquele ano, a Fifa decidiu fazer um modelo de eliminatórias com todos os 37 interessados, considerando ainda que França (país-sede) e Itália (atual campeão) já estavam classificados.
Entre confrontos de fase de grupos e diretos, ficou definido que o Egito enfrentaria a Romênia nas “Eliminatórias da Europa” em um confronto direto. Quem vencesse, avançaria. Porém, a partida seria disputada durante o Ramadã, período sagrado dos muçulmanos em que não se pode ingerir líquidos nem alimentos enquanto o sol raiar.
A alegação da Federação Egípcia de Futebol é que não havia condições dos atletas irem a campo durante o período. Atualmente, existe um protocolo e um cuidado específico para atletas muçulmanos, porém em 1938 isso era inviável – clique aqui e entenda mais.
Assim, a Romênia acabou garantindo a vaga sem precisar entrar em campo.
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O Egito não foi o único país que abriu mão de participar. A Argentina e outros países sul-americanos boicotaram o torneio por darem apenas uma vaga, que acabou ficando com o Brasil. A Inglaterra também não quis participar, enquanto a Espanha não pôde devido à Guerra Civil. E o Japão acabou abrindo mão de participar.
Houve, ainda, o caso da Áustria, que garantiu a vaga, mas foi anexada à Alemanha então acabou ficando de fora. Em cima do torneio, a Fifa chegou a chamar a Inglaterra, que declinou, e a Copa do Mundo foi disputada com um país a menos. A Suécia venceu sua estreia por WO.
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Egito também desistiu de disputar a Copa do Mundo de 1966
Além desta edição, o Egito e outros 15 países africanos boicotaram o Mundial disputado na Inglaterra. O motivo foi a forma como a Fifa organizava as eliminatórias. Sem dar vaga direta para a Copa do Mundo, eles tinham que disputar repescagem para se classificarem.
Após este boicote, a Fifa passou a dar uma vaga direta para a África e a Ásia. Essa quantidade foi aumentando, assim como o número de participantes. Atualmente, dez africanos garantem classificação para a Copa do Mundo.




