João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva, instrutor de rope jump preso desde 20 de junho, foi descartado como suspeito de ocultar a câmera que desapareceu após a morte da jovem Maria Eduarda na Ponte do Esqueleto, em 13 de junho.
O equipamento estava fixado ao braço da vítima e desapareceu após ela ser lançada sem cordas durante salto de rope jump. A câmera é essencial para esclarecer o caso, informou a polícia.
O descarte de João Antonio como suspeito se deve à cor de seu cabelo. Segundo o que testemunhas disseram à polícia, quem removeu a câmera presa ao braço da vítima tinha cabelo escuro, uma característica bem diferente com o loiro muito claro tingido por João Antonio.
Novos suspeitos na mira
Com o instrutor fora do radar, a investigação voltou os olhos para Gabriel Barros Martins e Kauê Felipe Silva Silveira, ambos integrantes da organização do evento de rope jump com cabelos escuros. O segundo inquérito aponta: “Nesse contexto, os indícios colhidos passam a recair, ao menos nesta fase inicial da investigação, sobre os investigados Gabriel e Kauê”.
Gabriel e Kauê não foram indiciados. A conclusão policial foi de que as evidências disponíveis não são suficientes para apontar envolvimento direto de nenhum dos dois nem na morte nem no sumiço de provas.
Evelyne, apontada como organizadora do evento, foi indiciada por possível ocultação da câmera. Depoimentos de Luís Gustavo de Oliveira e do próprio João Antonio indicaram que ela teria solicitado o desaparecimento do equipamento. O advogado Maurício Marchiori, que representa Evelyne, manifestou-se contra o indiciamento de sua cliente.
Para a polícia, a câmera é a peça-chave para compreender como os fatos se desenrolaram no caso.
Prisão contestada
A prisão temporária de João Antonio teve sua revogação requerida pela polícia. Seus advogados sustentaram que a detenção foi ilegal desde o início. Em nota, a defesa disse que “a Defesa lamenta o julgamento antecipado que João sofreu e o tempo que permaneceu em cárcere de forma ilegal, especialmente porque nunca houve qualquer indício de que ele teria desaparecido com referido objeto” e que ele “não praticou qualquer crime, devendo, inclusive, ser indenizado pelo período em que permaneceu, indevidamente, preso”.
A autoridade policial também requereu o fim da prisão de Gabriel Barros, detido na mesma data que João Antonio, em 20 de junho.
Inquéritos
O segundo inquérito delimita a responsabilidade penal de cinco integrantes do grupo.
Já o primeiro inquérito do caso resultou no indiciamento de três integrantes do grupo, que lançaram a jovem da ponte, por homicídio com dolo eventua.l Eles foram presos no dia da morte.




