Endrick virou um dos maiores assuntos do Brasil na Copa do Mundo de 2026. E não ficou só por aqui: o jornal espanhol AS publicou nesta quinta-feira uma análise comparando o atacante de 19 anos a Lamine Yamal, craque do Barcelona. Para a publicação, “O fenômeno Endrick só é comparável ao de Lamine”.
O AS vai além e classifica os dois como os maiores expoentes da Geração Z no cenário do futebol global. “O público quer saber quem será o futuro do futebol. Hoje, esse futuro atende pelos nomes de Lamine Yamal e Endrick. Não é apenas uma questão de talento, mas também de personalidade dentro e fora de campo”, conclui a reportagem. O veredicto é claro: Endrick e Lamine Yamal surgem como os grandes herdeiros do espaço deixado por Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar.
A pressão das redes e a chance contra o Haiti
A Copa teve início com Endrick no banco de reservas. Sua ausência na estreia do Brasil diante de Marrocos gerou enorme repercussão, tomando conta de redes sociais, bares e debates em programas esportivos. A cobrança ganhou tal dimensão que até o Governo Federal entrou na história, publicando, com bom humor, um apelo para que o técnico Carlo Ancelotti colocasse o atacante entre os titulares.
Depois da pressão popular, Endrick recebeu oportunidade de atuar diante do Haiti.
Após a estreia da seleção, o nome do atacante liderou as pesquisas no Google entre os jogadores do Mundial, ao lado do próprio Ancelotti, segundo o AS.
Números que impressionam
O reflexo nas redes sociais é mensurável. Durante as duas primeiras semanas do torneio, Endrick somou aproximadamente quatro milhões de novos seguidores, crescimento superior ao registrado por Neymar e Vinicius Júnior no mesmo intervalo, segundo levantamento do AS.
Dentro das quatro linhas, os números também impressionam. Na sua temporada de estreia pelo Real Madrid, o atacante balançou as redes a cada 122 minutos em campo, de acordo com o jornal espanhol.
Fora de campo, um portfólio
O fenômeno Endrick transcende o esporte. Para especialistas ouvidos pela reportagem, o sucesso do atacante representa uma mudança na forma como o público mais jovem consome futebol. “Os jovens acompanham o esporte pelas telas e pelas redes sociais. Hoje, um jogador também funciona como um canal de comunicação. Endrick representa esse novo modelo no Brasil”, afirmou Thiago Freitas, COO da Roc Nation Sports no país.
O jogador possui acordos comerciais com New Balance, Red Bull, Gillette, EA Sports, Sicoob e Neosaldina. Já Lamine Yamal tem em seu portfólio de patrocinadores marcas como Adidas, Visa, Beats, Powerade e American Eagle.




