Tony Popovic apostou na troca do goleiro como estratégia nos pênaltis, mas a decisão saiu pela culatra. O técnico da Austrália substituiu o titular Patrick Beach por Mathew Ryan quando faltavam dois minutos para o encerramento da prorrogação diante do Egito, na segunda fase da Copa do Mundo. A equipe acabou eliminada por 4 a 2 nas cobranças.
Ryan não foi capaz de defender nenhuma das tentativas egípcias. Em quatro cobranças, o goleiro só adivinhou o lado certo uma única vez — e ainda assim não evitou o gol. Pelo lado australiano, os zagueiros Souttar e Herrington desperdiçaram suas oportunidades ao mandar a bola para fora.
A aposta que não funcionou
Beach havia sido um dos destaques da fase de grupos. Na vitória sobre a Turquia, o goleiro de 34 anos fez oito defesas. Mesmo assim, Popovic optou pela troca nos minutos finais da prorrogação, uma manobra que já tinha precedentes na história da seleção australiana.
A comissão técnica egípcia também fez o dever de casa antes das cobranças. A equipe recorreu a imagens de pênaltis que os jogadores australianos haviam batido em partidas contra o Levante, da Espanha, para identificar os padrões de cada cobrador adversário.
Histórico de substituições nos pênaltis
A jogada de Popovic lembrou dois episódios anteriores. Em 2022, na repescagem para a Copa do Mundo, o então técnico Graham Arnold também substituiu Beach, desta vez por Redmayne. O goleiro reserva defendeu uma cobrança e garantiu a classificação australiana.
Já em 2014, no Brasil, o holandês Louis Van Gaal fez o mesmo contra a Costa Rica: tirou Jasper Cillessen e colocou Tim Krul, que defendeu duas cobranças e levou a Holanda adiante. Desta vez, porém, a história foi diferente para os australianos.
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