A tentativa da Austrália de repetir uma estratégia já vista no futebol mundial terminou em frustração e eliminação. Diante do Egito, o técnico Tony Popovic optou por substituir o goleiro Patrick Beach por Mathew Ryan a apenas dois minutos do fim da prorrogação, apostando em um especialista para as cobranças de pênaltis. A decisão, no entanto, não funcionou: a equipe acabou derrotada por 4 a 2 nas penalidades e deu adeus à competição.
Ryan não conseguiu defender nenhuma das cobranças egípcias. Em quatro batidas, chegou a escolher o lado correto apenas uma vez, sem sucesso em evitar o gol. Do outro lado, a Austrália ainda desperdiçou duas cobranças com os zagueiros Souttar e Herrington, que isolaram suas finalizações.
A ideia de trocar o goleiro especificamente para a disputa de pênaltis não é nova — e já teve um desfecho completamente diferente em uma Copa do Mundo.
O exemplo que deu certo na Holanda
Em 2014, nas quartas de final da Copa do Mundo contra a Costa Rica, o então técnico da Holanda, Louis van Gaal, protagonizou uma das decisões mais comentadas da história recente do futebol. A poucos instantes do fim da prorrogação, Van Gaal sacou o goleiro titular e colocou Tim Krul em campo exclusivamente para a disputa de pênaltis.
A aposta foi certeira. Krul não apenas entrou frio em um momento decisivo, como também brilhou ao defender duas cobranças e acertar o lado de todas as cinco batidas adversárias.
Em entrevista à FIFA divulgada em 2024, Krul classificou a atitude do técnico como corajosa. “Com certeza. Em primeiro lugar, quando penso agora, foi muito corajoso por parte do técnico fazer aquilo”, disse o goleiro, acrescentando que a escolha “entrou para a história”.
O goleiro também revelou que a substituição não foi totalmente inesperada para ele, mas que só ganhou certeza quando o jogo foi para a prorrogação. Sobre o desfecho, foi direto: “Lá no fundo, sem desrespeitar a Costa Rica, eu achava que iríamos vencer no tempo normal”. E sobre o papel de Van Gaal na sua trajetória, completou: “Fui muito privilegiado de ser o jogador que ele escolheu”.
Com o resultado, a Holanda avançou na competição. A sequência de traumas holandeses em disputas de pênaltis em Mundiais foi interrompida naquele momento.
A FIFA classificou a substituição como “a melhor substituição já feita”
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