Bruno Rizzi
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Bruno Rizzi é sócio da consultoria Fatto Inteligência Política e analista político com mais de 10 anos de experiência. Com passagens pela gestão pública e pelo mercado financeiro, é especialista em conectar o setor privado às dinâmicas da política. Possui MBA pela FGV e é pós-graduando em História, Política e Sociedade pela Escola de Politica e Sociologia de São Paulo.

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Tarcísio amplia vantagem e dificulta reação do PT em São Paulo

Pesquisas reforçam favoritismo do governador, expõem dificuldades do PT no interior e reduzem as chances de segundo turno no estado

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(Foto: Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda)

As pesquisas mais recentes reforçam o favoritismo do governador Tarcísio de Freitas para a reeleição ao Palácio dos Bandeirantes. Os levantamentos também indicam que uma vitória no primeiro turno passou a ser uma possibilidade concreta.

A margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e a distância até a eleição impedem qualquer conclusão definitiva sobre um eventual desfecho na primeira rodada. Nesse estágio da campanha, os índices de votos brancos, nulos e de indecisos ainda costumam ser elevados.

Ainda assim, a vantagem do atual governador é suficientemente expressiva para colocá-lo em uma posição bastante confortável na disputa.

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Esse cenário também produz reflexos na corrida presidencial. Um eventual encerramento da eleição paulista ainda no primeiro turno reduziria o espaço político do campo lulista no maior colégio eleitoral do país.

A consequência seria menos tempo de exposição e menor capacidade de mobilização da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Paulo. Caso a vantagem de Tarcísio seja mantida, a tendência é de enfraquecimento da presença do PT na reta final da disputa estadual.

Os números evidenciam, mais uma vez, uma característica recorrente do comportamento do eleitorado paulista. Tradicionalmente mais conservador, o interior do estado apresenta maior resistência ao PT do que a capital.

Não por acaso, desde a redemocratização, o partido conseguiu eleger apenas três prefeitos na cidade de São Paulo.

No interior, que concentra 53% do eleitorado paulista, Tarcísio aparece com 49% das intenções de voto totais. Fernando Haddad registra 26% nesse recorte.

Na capital e na Região Metropolitana, responsáveis pelos 47% restantes do eleitorado, a diferença diminui. O governador marca 43%, contra 35% do ex-ministro da Fazenda.

Na tentativa de ampliar sua presença no interior, o PT realizará a convenção que oficializará a candidatura de Haddad no próximo dia 25. O evento ocorrerá em Ribeirão Preto, município que já figurou entre os principais redutos eleitorais da legenda.

O campo adversário adotará estratégia semelhante, mas em sentido inverso. O Republicanos marcará a convenção que oficializará a candidatura de Tarcísio à reeleição para 1º de agosto, no Ginásio do Ibirapuera, na capital paulista.

Antes disso, São Paulo também deverá receber a convenção que confirmará a candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), aliado político do governador paulista.

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