Quase três meses após o incêndio que atingiu o Instituto de Educação Doutor Caetano Munhoz da Rocha, em Paranaguá, o Governo do Paraná entrou em uma nova fase do processo de recuperação do prédio histórico: a remoção de entulhos, o isolamento da estrutura que permaneceu de pé e a elaboração do anteprojeto que deve orientar a restauração definitiva da unidade.
O anúncio foi feito nesta sexta-feira (26) pelo secretário estadual da Educação, Roni Miranda, que detalhou as etapas adotadas desde o incêndio registrado em abril. Segundo ele, a prioridade inicial foi garantir a continuidade das atividades escolares para os estudantes atendidos pela instituição.
“Nós estamos desde o início. Primeira prioridade foi os estudantes, colocamos estudantes num prédio com toda a estrutura para que fosse mantida a qualidade de ensino”, afirmou.
De acordo com o secretário, após a reorganização das aulas, o Estado avançou para as etapas técnicas de avaliação dos danos. Primeiro, com a conclusão da perícia da Polícia Científica e, na sequência, com análises conduzidas pelo Fundepar para verificar as condições das paredes e demais estruturas que resistiram ao incêndio.
Agora, segundo Miranda, começou o trabalho de retirada dos materiais atingidos e de proteção da estrutura remanescente para evitar novos danos provocados por chuva e exposição ao tempo. “Entramos com a remoção de entulhos e o isolamento de toda aquela parede para preservar quanto ao clima, que é chuva e sol, para deixar toda ela preservada para ser aproveitada”, explicou.
Em paralelo às intervenções iniciais no imóvel, o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar) e especialistas em patrimônio histórico trabalham na elaboração do anteprojeto que vai servir de base para a reconstrução do colégio.
Também nesta semana, a Secretaria de Estado da Educação abriu um chamamento público para captar patrocinadores interessados em financiar a contratação da consultoria técnica que vai acompanhar o processo de restauração. A obra em si vai seguir sob responsabilidade do Estado, por meio do Fundepar.
O incêndio ocorreu em 4 de abril e atingiu parte da estrutura do prédio inaugurado em 1927 e tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná desde 1991. Apesar dos danos materiais, ninguém ficou ferido. A escola atende mais de 1,6 mil estudantes e é uma das unidades mais tradicionais da rede estadual.




