O Departamento de Estado dos EUA passa a cobrar uma taxa extra de US$ 750 (cerca de R$ 3,9 mil) para quem quiser acelerar a entrevista de visto de turismo ou negócios. A cobrança começou no inicio do mês.
A medida abrange os vistos das categorias B1 e B2 e integra um projeto piloto com duração de seis meses, cujo encerramento está previsto para 31/12.
Como funciona o serviço
Quem pagar a taxa extra garante atendimento em até dez dias úteis, mas apenas em postos determinados. O Departamento de Estado deixou claro que “Esse serviço será uma opção premium adicional à taxa padrão de solicitação e será oferecido apenas em postos limitados e em quantidades limitadas”.
A taxa padrão de solicitação de visto segue em US$ 185 e não muda. O valor adicional de US$ 750 é cobrado por cima dessa tarifa já existente.
Um ponto importante: o pagamento da taxa extra não garante a aprovação do visto. Ele adianta apenas a data da entrevista, não o resultado dela.
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Por que a medida foi criada?
O próprio Departamento de Estado admite que a espera por entrevistas pode superar 12 meses em determinadas embaixadas e consulados. De acordo com o órgão, esses longos prazos “o que dificulta a solicitação de vistos para viagens urgentes ou de última hora por parte de alguns solicitantes”.
Se o projeto for efetivado após o período de análise, o Departamento de Estado estima receber 25.705 solicitações anuais pelo serviço premium. A receita projetada seria de US$ 19,3 milhões por ano aos cofres públicos americanos.
Crítica ao timing da medida
À revista Forbes, em junho, Alan Fyall, reitor associado da Faculdade de Administração Hoteleira Rosen da Universidade da Flórida Central, afirmou que a iniciativa chegou com atraso.
Na avaliação dele, a medida já não tem condições de beneficiar os torcedores estrangeiros com necessidade de visto para acompanhar a Copa do Mundo.




