A pesquisa Datafolha divulgada na última quarta-feira (8) mostra um cenário de equilíbrio na disputa pela Presidência da República entre os eleitores do estado de São Paulo. Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) aparecem empatados com 35% das intenções de voto no primeiro turno, no maior colégio eleitoral do país.
Em um eventual segundo turno, Flávio Bolsonaro registra 46% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 43%. Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o resultado configura empate técnico entre os dois candidatos.
Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), todos com 3% das intenções de voto. Os demais nomes testados pelo instituto alcançam, no máximo, 2%.
Além do empate nas intenções de voto, o levantamento chama atenção pelo índice de rejeição dos principais candidatos. Lula lidera nesse quesito entre os eleitores paulistas: 51% afirmam que não votariam nele de forma alguma. Flávio Bolsonaro aparece em seguida, com 43% de rejeição.
O desempenho em São Paulo é considerado estratégico pelas campanhas. O estado concentra cerca de 22% do eleitorado brasileiro, com mais de 30 milhões de votantes, e costuma exercer forte influência no resultado nacional. Em 2022, Jair Bolsonaro venceu Lula em São Paulo por mais de dez pontos percentuais, mas acabou derrotado na disputa presidencial.
O levantamento também indica a possibilidade de voto dividido entre os eleitores paulistas. Enquanto outra pesquisa mostra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em posição confortável na disputa pela reeleição ao Palácio dos Bandeirantes, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados para a Presidência. O cenário sugere que parte do eleitorado pode optar por Tarcísio para o governo estadual e por Lula para o Planalto, repetindo um comportamento observado em eleições anteriores.
Nos bastidores do PT, o resultado da pesquisa acendeu um sinal de alerta. Integrantes do partido avaliam que, caso a legenda fique fora do segundo turno da disputa pelo governo de São Paulo, Lula poderá perder um palanque importante no maior colégio eleitoral do país, o que tende a dificultar sua campanha à reeleição.
Outro dado acompanhado de perto pelas campanhas é o comportamento do eleitorado feminino. Levantamento nacional do instituto Meio mostra que Lula ampliou sua vantagem entre as mulheres entre abril e julho, enquanto Flávio Bolsonaro perdeu apoio nesse segmento.
Atualmente, o petista supera o senador por cerca de 16 pontos percentuais entre o público feminino, uma vantagem superior à diferença registrada entre os homens.Como as mulheres representam a maioria do eleitorado brasileiro, o desempenho nesse grupo tende a ser decisivo para a eleição de 2026.
Em São Paulo, o empate entre Lula e Flávio Bolsonaro reforça a avaliação de que a disputa presidencial permanece aberta e deve ser definida nos detalhes.
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