Fifa analisa Copa do Mundo com 64 seleções após 2026, admite Infantino

Presidente da Fifa confirmou que o tema será discutido após o Mundial de 2026 e que proposta já foi levantada no Conselho da entidade

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Gianni Infantino, presidente da Fifa
(Foto: Dylan Martinez/Reuters)

Após fazer sua maior edição em 2026, a Copa do Mundo pode crescer ainda mais e ganhar outras 16 seleções no futuro. Gianni Infantino, presidente da Fifa, confirmou em entrevista nesta semana ao portal suíço Bluewin que a entidade vai analisar uma possível expansão do torneio para 64 equipes, mas só depois deste Mundial, que acaba no próximo domingo (19/07).

“Algumas pessoas já sugerem ampliar o torneio para 64 seleções. Certamente esse assunto será analisado após esta Copa do Mundo e discutido pelos órgãos dirigentes da Fifa”, afirmou Infantino.

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O formato atual, com 48 seleções, estreou justamente em 2026. Antes disso, entre 1998 e 2022, o Mundial contava com menos equipes.

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Como surgiu a proposta

A ideia de chegar a 64 times não é nova. Segundo porta-voz da Fifa, uma membro do Conselho da Fifa levantou o tema espontaneamente em uma reunião em março de 2025. Um comunicado da entidade explicou que “a ideia foi reconhecida, pois a Fifa tem o dever de analisar qualquer proposta de um de seus membros do Conselho”.

A proposta está ligada ao centenário da competição, em 2030. A ideia seria celebrar os 100 anos do torneio com um formato ampliado.

O que mudaria na Copa

Com 64 seleções, o Mundial teria 16 grupos de 4 equipes. Os dois primeiros de cada grupo avançariam, o que eliminaria a necessidade de classificar os 8 melhores terceiros colocados, como ocorre no formato de 48 times.

A fase de grupos também cresceria: de 72 partidas para 96 partidas.

A Conmebol figura entre as principais apoiadoras da expansão do torneio. A confederação que representa o futebol sul-americano defende a mudança desde 2025. Pelo novo modelo, a região garantiria 18 vagas por edição — um salto expressivo em relação às 3 previstas no formato vigente.

Infantino defendeu a proposta com base no princípio da inclusão: “Quando você organiza uma Copa do Mundo, organiza para o mundo inteiro. Não apenas para Europa e América do Sul, mas para todos os continentes. Todas as nações sonham em disputar uma Copa do Mundo. A qualidade do futebol continua evoluindo em todas as partes do planeta. Se você nega aos países menores a chance de se classificar, também tira deles um importante incentivo para continuar se desenvolvendo”

A decisão final sobre a expansão, porém, ainda não foi tomada. A análise está prevista para ocorrer após o Mundial de 2026.

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