Portugal caiu nas oitavas de final diante da Espanha, por 1 a 0, nesta segunda-feira (06/07). Com a eliminação, Cristiano Ronaldo, aos 41 anos, e em prantos encerrou sua trajetória em Copas do Mundo. O camisa 7 português não conseguiu superar o maior algoz da sua carreira nos Mundiais.
A derrota é mais um capítulo doloroso de uma rivalidade que nunca sorriu para Portugal. Segundo o histórico do torneio, os portugueses jamais venceram a Espanha em nenhuma edição da Copa do Mundo. Em mata-mata, o saldo é de duas derrotas, e ambas custaram caro.
A primeira eliminação ibérica aconteceu em 2010, também nas oitavas. Na ocasião, David Villa marcou o gol que despachou Portugal. Agora, a história se repetiu no mesmo estágio da competição.
Em 2018, as duas seleções se encontraram na fase de grupos e empataram em 3 a 3. Mas Portugal acabou eliminado pelo Uruguai naquela edição, sem reencontrar os espanhóis.
Três gols, mas sem título
Neste Mundial, CR7 balançou as redes três vezes. Foram dois gols contra o Uzbequistão na fase de grupos e um gol diante da Croácia na segunda fase, o primeiro dele em um mata-mata. O desempenho o mantém no top-10 dos maiores artilheiros da história da Copa do Mundo, com 11 gols.
Mas os números individuais não salvaram Portugal do tropeço coletivo. Esta foi a terceira vez que Ronaldo é eliminado nas oitavas de final de um Mundial, e a segunda com a Espanha como algoz.
O fim de uma era
A melhor campanha de Ronaldo em Copas foi em 2006, quando Portugal chegou às semifinais e terminou na quarta colocação, com Felipão no comando técnico. Desde então, a seleção não voltou a chegar tão longe.
Em 2014, Portugal caiu ainda na fase de grupos. Em 2022, foi Marrocos que encerrou o sonho nas quartas de final.
A despedida oficial da seleção, contudo, ainda não aconteceu. Um dia antes do duelo com a Espanha, o jogador evitou fazer projeções sobre o seu futuro com Portugal. Ao comentar o assunto, reforçou seu comprometimento com a equipe e afirmou que seguirá contribuindo independentemente de estar em campo. Também deixou claro que a decisão sobre encerrar sua trajetória pela seleção será exclusivamente sua: “Estou sempre de corpo e alma para ajudar a seleção. Jogando ou não jogando, terei sempre um papel importante. Terminarei quando eu quiser, não quando vocês quiserem”, disse.
Seu vínculo com o Al-Nassr se estende até meados de 2027, e o craque persegue um marco histórico: são 976 gols na carreira, com apenas 24 separando-o da marca de mil.
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