Após 24 anos, a Argentina volta a enfrentar a Inglaterra numa Copa do Mundo nesta quarta-feira (15/07). Em meio ao histórico do confronto, o último, disputado em 2002, acabou em trauma para os hermanos e fama de traidor para o meia Juan Sebastián Verón.
Argentina e Inglaterra caíram no Grupo F da Copa do Mundo junto de Nigéria e Suécia. Os hermanos venceram a estreia diante dos africanos por 1 a 0, com Verón, capitão da equipe, dando o passe para o gol de Batistuta.
Contudo, o prestígio do meia derreteu na derrota por 1 a 0 para a Inglaterra. O meia fez uma partida pavorosa e foi substituído no intervalo. Acertou apenas 68,6% dos passes, um dos cinco cruzamentos que fez, e finalizou somente uma vez, errado. A crítica argentina não engoliu a atuação e criou-se a tese de que Verón teria jogado mal para não prejudicar sua imagem com os britânicos, uma vez que defendia o Manchester United, gigante local.
A atuação foi tão ruim que o técnico Marcelo Bielsa mandou Verón para o banco de reservas e tirou sua braçadeira de capitão. Na última rodada contra a Suécia, o meia entrou na metade da etapa final e pouco fez para impedir o empate por 1 a 1 que eliminou a equipe. Ainda ficou marcada a imagem da principal referência técnica da equipe caminhando em campo e, em meio ao desespero do treinador pela vitória, virando para ele e fazendo um gesto de calma.
Tendo feito história no futebol italiano por Sampdoria, Parma e Lazio, Verón foi a contratação mais cara da história do Manchester United, que pagou 28 milhões de libras para tê-lo em 2001. Contudo, jogou mal e, dois anos depois, foi cedido ao Chelsea por 15 milhões de libras.
Sem sucesso na Inglaterra, chegou a passar pela Inter de Milão antes de retornar ao Estudiantes, time que é ídolo na Argentina, em 2006. Seguiu por lá até pendurar as chuteiras definitivamente em 2017.
A péssima Copa do Mundo marcou sua passagem pela seleção argentina. Enquanto Bielsa comandava a equipe, o meia seguiu sendo convocado. A partir de 2004, ficou fora das convocações. Em 2007, ainda teve algumas chances com Alfio Basile e, em 2010, com Maradona, inclusive disputando o Mundial. Nessas idas e vindas, precisou lidar diversas vezes com vaias dos torcedores de seu país.




