Mesmo com proibição da Fifa, jogadores da Argentina exibem faixa sobre as Malvinas após vitória sobre a Inglaterra

Atletas seguraram mensagem “Las Malvinas son argentinas” logo após o apito final; Scaloni havia afirmado antes do jogo que a disputa política não entraria em campo

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Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Semi Final - England v Argentina - Atlanta Stadium, Atlanta, Georgia, U.S. - July 15, 2026 Argentina's Lisandro Martinez and Giovani Lo Celso celebrate with a banner after the match as Argentina qualify for the final of the World Cup REUTERS/Amanda Perobelli
Foto: Amanda Perobelli/Reuters

A vitória da Argentina sobre a Inglaterra ganhou um capítulo de forte simbolismo histórico após o apito final. Mesmo com a proibição da Fifa para manifestações políticas durante suas competições, jogadores argentinos exibiram uma faixa com os dizeres “Las Malvinas son argentinas” (“As Malvinas são argentinas”) na comemoração da classificação.

A manifestação ocorreu pouco depois do discurso adotado pelo técnico Lionel Scaloni antes da partida. O treinador havia afirmado em entrevista coletiva que o confronto deveria ser encarado apenas como um jogo de futebol e que a questão das Malvinas não entraria em campo, evitando associar a partida à rivalidade política entre os dois países.

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No entanto, logo após o encerramento do duelo, os atletas levaram a mensagem para o gramado diante das câmeras e dos torcedores.

O tema das Malvinas possui grande peso histórico para a Argentina. A Guerra das Malvinas, disputada em 1982 entre Argentina e Reino Unido, transformou o confronto entre as seleções em uma rivalidade que ultrapassou o futebol.

O conflito pelo controle do arquipélago no Atlântico Sul durou 74 dias e terminou com a vitória britânica. Ao todo, 649 soldados argentinos e 255 britânicos morreram durante a guerra, que se tornou um dos episódios mais traumáticos da história recente argentina.

A Fifa proíbe manifestações, mensagens ou slogans de caráter político, religioso ou pessoal em suas competições. A regra está prevista nos regulamentos e no Código Disciplinar da entidade, que determina neutralidade de jogadores, comissões técnicas e demais participantes dentro das atividades oficiais dos torneios.

A organização já aplicou sanções em casos anteriores envolvendo manifestações consideradas políticas, como aconteceu com jogadores da Suíça na Copa do Mundo de 2018 após gestos realizados durante uma comemoração.

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