O velório do jornalista Renato Machado, que morreu nesta quinta-feira (16/07) aos 83 anos, será aberto ao público. A família do apresentador divulgou informações e orientações para quem desejar prestar uma última homenagem ao ícone do telejornalismo brasileiro.
“Àqueles que desejam prestar suas últimas homenagens e se despedir do nosso inesquecível Renato Machado, compartilhamos abaixo as informações”, diz o comunicado, com a data do velório.
O velório de Renato Machado está agendado para esta sexta-feira (17/07), às 11h30, no Memorial do Carmo, localizado no bairro do Caju, zona portuária do Rio de Janeiro. O corpo será cremado no mesmo dia, às 14h30.
Renato Machado, um dos jornalistas mais reconhecidos do telejornalismo brasileiro, estava internado na Clínica São Vicente, no bairro da Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. A TV Globo confirmou a morte e prestou homenagens ao profissional. A causa da morte não foi divulgada.
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Uma carreira que começou no impresso
O jornalismo foi a escolha de Renato Machado desde 1969, quando começou como repórter no Jornal do Brasil, ainda longe das câmeras. A transição para a TV veio treze anos depois: em 1982, ele se juntou à TV Globo e, já no primeiro ano na emissora, integrou a equipe que cobriu a Guerra das Malvinas.
Em 1983, passou a atuar como correspondente internacional em Londres. De lá, acompanhou eventos que marcaram a história: em 1986, cobriu os atentados terroristas em Paris e o desastre nuclear de Chernobyl. Dois anos depois, em 1988, retornou ao Brasil para trabalhar como repórter especial.
Em depoimento ao Memória Globo, Renato Machado definiu o telejornalismo como um aprendizado permanente. “Para ser telejornalista é necessário um acúmulo de conhecimento. É saber curiosidades sobre grua, tráfego de câmera, enquadramento, cores, texto, edição. É uma troca. Um universo de aprendizado que, a cada dia, você vê que você erra”, disse.
Mesmo após anos no estúdio, Machado voltou ao jornalismo de campo. Em setembro de 2011, retomou o posto de correspondente internacional em Londres. Em 2014, produziu uma série sobre vinhos da Provença para o Jornal Hoje. No ano seguinte, em 2015, cobriu os ataques terroristas ao jornal Charlie Hebdo, na França.




