Armando Mendonça partiu para o ataque no campo jurídico.
Em uma petição de 21 páginas, o vice-presidente do Corinthians pede que o promotor Cássio Conserino seja declarado suspeito para atuar no processo em que o dirigente foi denunciado.
A defesa também solicita a suspensão do processo enquanto o pedido é analisado, a anulação da denúncia e dos atos praticados diretamente pelo promotor e o envio do caso para outro integrante do Ministério Público.
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Para justificar o pedido, os advogados de Armando alegam que Conserino teria se envolvido nas disputas políticas do Corinthians e perdido a necessária imparcialidade para atuar no caso.
O documento apresenta publicações feitas pelo promotor nas redes sociais e imagens que, segundo a defesa, comprovariam sua presença em um evento relacionado ao projeto SAFiel, movimento favorável à transformação do clube em SAF.
Os advogados entendem que a atuação de Conserino em assuntos relacionados ao Corinthians iria além da condição normal de torcedor. Em um dos trechos mais fortes, a petição afirma que “o Corinthians não precisa de um promotor de Justiça para chamar de seu”.
Outro ponto levantado é a suposta existência de uma investigação paralela. De acordo com a defesa, depois de um relatório da Polícia Civil considerado favorável a Armando, o promotor teria produzido novos elementos sem comunicar os advogados do dirigente.
Por esse motivo, a defesa quer que o Juízo das Garantias informe se foi comunicado sobre a abertura desse procedimento.
Todas essas afirmações representam a versão apresentada pelos advogados de Armando Mendonça e ainda serão analisadas pela Justiça. Até o momento, não houve decisão reconhecendo qualquer irregularidade ou falta de imparcialidade por parte de Cássio Conserino.
O promotor poderá se manifestar no processo antes que a Justiça decida se ele continuará no caso e se a denúncia será mantida.