O Comando Central dos EUA (Centcom) anunciou, nesta segunda-feira (20/07), a conclusão da nona noite seguida de ataques militares contra o Irã. De acordo com o governo iraniano, a usina nuclear de Darkhovin, obra ainda em andamento no sudoeste iraniano, figurou entre os alvos atingidos. A agência estatal Irna também noticiou bombardeios em Bushehr, porto localizado no litoral sul do país.
De acordo com os militares americanos, as operações tiveram como propósito limitar a capacidade do Irã de realizar ataques contra navios no Estreito de Ormuz, corredor estratégico responsável pelo escoamento de grande parte do petróleo mundial. Entre os alvos figuraram instalações de comando, infraestrutura de defesa aérea, plataformas de disparo de mísseis e drones, além de redes de comunicação.
Esmaeil Baghaei, que ocupa o cargo de porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, realizou uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira (20/07) para cobrar um posicionamento da comunidade internacional. Segundo ele, o Irã aguarda que tanto o Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) quanto seu Diretor-Geral “declarem claramente sua posição sobre o assunto, condenando o crime dos EUA”.
Baghaei também fez um alerta sobre o Estreito de Ormuz. “Não podemos permitir que esta hidrovia seja usada indevidamente novamente para ameaçar a segurança e os interesses nacionais do Irã”, afirmou. O porta-voz acrescentou que o país está “determinado a tomar as medidas necessárias” para salvaguardar sua soberania.
Mortes e apelo à unidade
Três soldados americanos perderam a vida em ocorrências distintas: dois em uma base militar na Jordânia e um no norte do Iraque, ambos os casos envolvendo a detonação acidental de munição, conforme divulgado anteriormente. O presidente Donald Trump expressou pesar pelas mortes em entrevista. “Muito triste. Odiamos ver isso acontecer. É em serviço ao nosso país”, declarou.
No sábado (18/07), diante do que classificou como a retomada de hostilidades entre Washington e Teerã, o aiatolá Mojtaba Khamenei convocou os iranianos à união nacional.




