O jornalista e aliado da família Bolsonaro, Paulo Figueiredo, afirmou que Eduardo Bolsonaro conquistou o Green Card, que garante residência permanente nos Estados Unidos, pela categoria EB-1A, destinada a pessoas com “habilidades extraordinárias”.
“Parabéns pela obtenção da residência permante nos EUA como indivíduo de habilidades extraordinárias. Você merece! Aqui, na Terra dos Livres, você está protegido”, afirmou o aliado da Família Bolsonaro nas redes sociais.
Segundo Eduardo, o pedido havia sido protocolado há mais de um ano e recebeu aprovação em julho de 2026, aproximadamente um mês após o Supremo Tribunal Federal (STF) proferir condenação contra o ex-deputado.
Entenda o que é o Green Card
O Green Card assegura ao seu portador o direito de residir e trabalhar permanentemente nos EUA, sem necessidade de autorizações especiais.
A categoria EB-1A faz parte da primeira preferência da imigração baseada em emprego (Employment-Based First Preference).
Ela contempla profissionais das áreas de ciências, artes, educação, negócios e esportes que “consigam demonstrar reconhecimento nacional ou internacional consistente”, segundo o portal de Serviços de Cidadania e Imigração dos EUA.
Histórico de Eduardo Bolsonaro nos EUA
Eduardo Bolsonaro ingressou no território americano em fevereiro de 2025 com um visto de turista — modalidade com validade aproximada de seis meses — e desde então não retornou ao Brasil.
Desde sua saída do Brasil, Eduardo teve o mandato de deputado federal cassado por ausências na Câmara.
Condenação no STF
O STF condenou Eduardo Bolsonaro pelos crimes de coagir magistrados e articular sanções contra o Judiciário brasileiro. De acordo com o colegiado, ficou comprovado que ele atuou para interferir no julgamento da ação penal em que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi condenado por tentativa de golpe de Estado.
A sentença estabeleceu pena de 4 anos e 2 meses em regime inicial semiaberto, além de multa no valor equivalente a 100 salários mínimos. O tribunal fixou ainda 8 anos de inelegibilidade, cujo prazo começa a correr após o cumprimento da pena.
Na prática, a inelegibilidade impede Eduardo de concorrer a cargos eletivos por um longo período após cumprir a pena. O prazo exato depende do andamento do processo.




