Prefeitura de BH anuncia reposição de aulas

As datas serão durante o recesso de julho e em razão da greve dos professores municipais

Por , Belo Horizonte | Atualizado em:
(Reprodução: PBH)
(Reprodução/PBH)

A Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte (SMED/PBH) deu início ao plano de recomposição do calendário letivo na Rede Municipal, disponibilizando a consulta ao cronograma de reposição de aulas relativo ao mês de julho. A medida busca garantir o cumprimento estrito das diretrizes fixadas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que exige a entrega integral da carga horária e dos dias letivos obrigatórios após o encerramento da paralisação dos professores. No entanto, diante da marcante heterogeneidade no impacto da greve — que afetou turmas e unidades de ensino em graus variados —, a gestão municipal optou por descartar uma agenda unificada em favor de um modelo descentralizado e customizado de reposição.

Cada escola vai ter um calendário diferente

Para lidar com essa complexidade logística, a prefeitura estruturou uma plataforma digital de verificação individualizada. Ao acessar o portal institucional da PBH, os responsáveis legais devem inserir os dados cadastrais do estudante para visualizar um relatório sob medida. O sistema cruza os registros oficiais de frequência com os dias paralisados por cada turma, detalhando exatamente os períodos de ausência e as datas correspondentes reservadas para a recomposição pedagógica ao longo do mês de julho.

Embora o foco inicial de divulgação esteja restrito a este mês, a matriz pedagógica desenhada pela SMED projeta soluções abrangentes para todos os segmentos até o encerramento do ciclo. Na Educação Infantil para crianças de zero a três anos, as atividades concentram-se nos recessos de julho e outubro, podendo avançar por datas pontuais em dezembro. Já para a Educação Infantil de quatro e cinco anos e o Ensino Fundamental, além dos recessos, haverá a convocação de sábados letivos específicos — com prioridade para turmas em fase de transição, como 5º e 9º anos —, sem descartar a conclusão de conteúdos no início do ano seguinte, caso haja necessidade. Por fim, na Educação de Jovens e Adultos (EJA), a adequação envolveu a reorganização da grade semanal, integrando formalmente as sextas-feiras como dias de atividade letiva efetiva.

Esta liberação fracionada do calendário funciona como uma primeira etapa estratégica que permitirá à administração monitorar a adesão da comunidade escolar e calibrar os fluxos organizacionais para os recessos do segundo semestre. Em meio a esse processo, a SMED reforça a importância de que pais e guardiões mantenham comunicação direta com as secretarias das escolas, ajustando não apenas o cronograma de estudos, mas também a logística de serviços essenciais, como transporte e alimentação escolar.

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