O fundador e CEO da Cacau Show, Alexandre Costa, afirmou em entrevista exclusiva à TMC que o novo parque temático da marca nasce de uma mudança no comportamento do consumidor, que hoje busca mais experiências do que produtos. O Cacau Park, empreendimento em construção em Itu, no interior de São Paulo, tem inauguração prevista para o fim de 2027.
“O consumidor não quer mais trocar dinheiro por produto. Ele quer ver experiências, quer viver histórias”, disse o executivo.
Com investimento de mais de R$ 2 bilhões apenas na estrutura principal — podendo ultrapassar R$ 3 bilhões com o desenvolvimento do entorno —, o Cacau Park pretende transformar o universo do chocolate em uma experiência imersiva para visitantes de todas as idades. O parque terá cinco áreas temáticas que contam a história do cacau desde civilizações antigas até projeções futuristas, com ambientes inspirados nos povos maias, na floresta amazônica, na produção de chocolate, na tradição europeia e em um universo voltado aos sonhos.
Segundo Alê Costa, a proposta é que a visita vá além dos brinquedos tradicionais. “A gente está trabalhando para que seja um lugar que as pessoas guardem na história, com muito cuidado, carinho e critério”, afirmou. A experiência inclui filas com pré-shows, efeitos especiais, projeções, ambientação sensorial com cheiros e iluminação, além de narrativas que conectam as atrações.

Entre os destaques já anunciados está a Enigmaya: A Sétima Porta, primeira atração do tipo “Mad House” da América Latina, que cria ilusões sensoriais e faz o visitante sentir que o ambiente está em movimento. Ao todo, o parque deve contar com mais de 70 atrações, além de hotéis, comércio e estrutura para receber até 50 mil visitantes por dia, com expectativa de atrair cerca de 3 milhões por ano.
As obras começaram no início de 2025 e a previsão de entrega é no fim de 2027, junto com os hotéis do complexo. Além do turismo, o projeto também promete impacto econômico relevante na região: atualmente, cerca de 1.500 trabalhadores atuam nas obras, e a expectativa é de 3.000 empregos diretos na operação do parque e dos hotéis, além de vagas indiretas com o desenvolvimento do entorno.

Alê Costa afirma que o projeto se inspira em grandes parques internacionais, como os de Orlando e da Europa, mas com uma proposta adaptada ao público brasileiro. A ideia é criar um destino que una entretenimento, memória afetiva e o universo do chocolate em uma experiência única no país — e potencialmente também para visitantes da América Latina.





