Nesta quinta-feira (23/07), a Segunda Instância do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) inocentou, por unanimidade, o ex-prefeito de Belo Horizonte e pré-candidato ao Governo de Minas, Alexandre Kalil (PDT). A decisão, por três votos a zero, reverteu uma condenação anterior e garantiu a manutenção dos direitos políticos do pedetista.
O caso da cancela em BH
O processo movido pelo Ministério Público acusava o ex-prefeito de descumprir uma decisão judicial que determinava a retirada de uma cancela em um condomínio de Belo Horizonte. A estrutura, no entanto, foi instalada por moradores no ano de 2005, período muito anterior ao mandato de Kalil na chefia do Executivo municipal.
Reversão da pena e fim da inelegibilidade
Na Primeira Instância, a Justiça havia condenado Kalil ao pagamento de multa e à cassação de seus direitos políticos. Agora, o voto da relatora do caso na Segunda Instância, a juíza convocada Beatriz Junqueira Guimarães, julgou procedentes os argumentos da defesa e inocentou o político.
O entendimento da relatora foi acompanhado integralmente pelos desembargadores Fábio Torres e Carlos Levenhagen. Segundo o advogado de defesa, Hércules Guerra, a decisão encerra o processo, anulando a multa e afastando em definitivo a possibilidade de inelegibilidade.
“Acabou o caso da pinguela”
Após a divulgação do resultado unânime no tribunal, Alexandre Kalil se manifestou sobre o desfecho favorável e fez duras críticas à condução processual na fase inicial.
“Acabou o caso da pinguela. Eu avisei. Esse juiz de Primeira Instância fez uma aberração e tenta fazer outras contra mim”, declarou o pré-candidato ao Governo de Minas.




