Mensagens mostram como creche avisou pai de bebê morto em SP

Abdoulaye Dieng, de 1 ano e 4 meses, ficou preso por cerca de sete minutos na Creche Luz do Brás; caso foi registrado como homicídio culposo

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Jessica Campos/Google Maps

Um bebê de apenas 1 ano e 4 meses, Abdoulaye Dieng, morreu na manhã da última quarta-feira (22/07) após ficar com a cabeça presa entre uma grade e uma parede nas instalações da Creche Luz do Brás, no centro de São Paulo.

No entanto, ao avisar a família sobre o ocorrido, a unidade omitiu a gravidade da tragédia. Mensagens obtidas pelo portal Metrópoles mostram que a escola enviou um aviso ao pai informando apenas que o menino havia “passado mal” e que estava sendo levado ao hospital, fazendo os pais acreditarem que se tratava de um atendimento médico comum.

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“Oie, bom dia. O Abdoulaye passou mal. Estamos levando ele para o hospital.” Minutos depois, a unidade indicou a UBS Mooca como destino.

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A criança permaneceu cerca de sete minutos presa na estrutura até ser retirada. Abdoulaye chegou a ser socorrido e encaminhado à UPA Mooca, onde o óbito foi constatado. O caso foi registrado e é investigado pela Polícia Civil como homicídio culposo.

Funcionários em festa e falta de supervisão

A gravidade do caso ganha contornos ainda mais dramáticos com as denúncias feitas pela defesa da família. Segundo o advogado Erson de Oliveira, o bebê ficou preso sem qualquer auxílio porque os funcionários da unidade participavam de uma confraternização interna no momento do acidente.

“Juntou todos os funcionários e largaram as crianças à própria sorte”, declarou o advogado. Coincidentemente, a diretora da creche comemorava aniversário na mesma data do acidente (22/07), fato que consta no boletim de ocorrência.

Cinco profissionais investigados

Todos os presentes na creche foram ouvidos no mesmo dia pela Polícia Civil. A equipe prossegue com as investigações. A Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP) informou que cinco profissionais da creche estão sob investigação: a diretora, a coordenadora, uma professora, uma pedagoga e mais um funcionário. As apurações são conduzidas pelo 8º Distrito Policial (Brás), que requisitou laudos do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML), além de analisar as imagens das câmeras de segurança.

Paralelamente, a Secretaria Municipal de Educação (SME) abriu um procedimento administrativo para apurar as responsabilidades. A sala onde ocorreu o acidente segue interditada. Caso as irregularidades sejam comprovadas, a prefeitura pode cassar o credenciamento da organização responsável pela gestão da creche.

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