Dario Durigan defende ajuste fiscal para cortar juros

Ministro Dario Durigan afirma que equilíbrio das contas públicas é condição para reduzir juros e fortalecer a economia brasileira

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REUTERS/Maxim Shemetov/File Photo

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu de forma enfática que o crescimento econômico sustentável do Brasil depende diretamente da disciplina fiscal. Ao discursar em painel na Expert XP, em São Paulo nesta sexta-feira (24/07) o ministro classificou o equilíbrio das contas públicas como a peça central do quebra-cabeça econômico brasileiro.

Para Durigan, manter os gastos sob controle é a única via concreta para permitir a queda estrutural das taxas de juros. Na prática, isso se reflete em custos menores para a população, barateando as parcelas do crédito pessoal e do financiamento de veículos e imóveis.

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Com uma fala direta ao público do evento, o ministro enfatizou a importância da responsabilidade com os cofres públicos:

“Se o que incomoda é a desigualdade, a renda baixa ou as tarifas altas, o fiscal é a pedra de toque para deixar o país mais forte e robusto”.

Balanço de conquistas e a “última milha”

Diante de uma plateia atenta, Durigan apresentou um balanço dos indicadores consolidados pela gestão da Fazenda, destacando avanços como a geração de cerca de 5 milhões de empregos, a redução da desigualdade para patamares historicamente baixos, o controle da inflação e o recorde de exportações registrado na balança comercial.

Apesar do cenário positivo na atividade econômica, o ministro reconheceu publicamente que o combate ao déficit e a estabilização da dívida continuam sendo o principal ponto de atenção. Ele definiu a meta de ajuste fiscal como a “última milha”, o estágio final e mais decisivo de um trajeto desafiador. Durigan pontuou que a equipe econômica atuou para zerar o déficit e que o esforço agora é contínuo para manter essa trajetória.

Orçamento para 2027 e atração de investimentos

Um dos momentos de maior expectativa na apresentação foi a confirmação dos prazos para o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA). Durigan informou que o governo federal apresentará formalmente o Orçamento até o dia 31 de agosto, prevendo um superávit primário de 0,5%.

Ao abordar os limites do teto e a condução das despesas com políticas sociais, o ministro rechaçou expansões sem respaldo orçamentário. “Esse orçamento não vai deixar de prever programa social, mas não vamos aumentar programa social sem previsão orçamentária. Eu não vou tirar dinheiro do governador e não prever esse dinheiro no ano que vem”, declarou. A mensagem foi interpretada como um sinal claro de previsibilidade para o mercado, indicando que eventuais ampliações de benefícios dependerão estritamente de espaço real nas contas.

Além disso, Durigan reforçou que o objetivo central da agenda fiscal é sanitizar as contas públicas para gerar um ambiente de estabilidade e segurança jurídica. Segundo ele, a consolidação desse cenário é o elemento indispensável para atrair capital privado, destravar novos investimentos no setor produtivo e garantir o crescimento sustentado do país.

Compromisso com a gestão

Ao encerrar sua participação no evento, Durigan reafirmou o alinhamento de diretrizes com o chefe do Executivo. “Eu tenho, junto com o presidente Lula, o compromisso de fortalecer o país, em especial as contas públicas”, destacou.

A aposta reiterada pelo Ministério da Fazenda é de que o rigor fiscal pavimentará a redução contínua das taxas de juros, barateando o crédito para famílias e empresas e alimentando um ciclo virtuoso de consumo, investimento e geração de empregos.

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