A concessionária Trens RJ, responsável pela administração do modal ferroviário do Rio, solicitou o apoio da Polícia Militar para o fechamento de uma passagem clandestina na malha ferroviária em Nova Iguaçu. A cidade da Baixada Fluminense é atendida pelo Ramal Japeri.
A reportagem da TMC teve acesso aos ofícios trocados entre a empresa e a corporação que especificam e detalham o cruzamento irregular, localizado na altura do km 37 da linha férrea, nas imediações da Avenida Getúlio de Moura, uma das principais vias do município.
Em um dos documentos, a concessionária cita que a passagem é historicamente usada não apenas por passageiros, mas também moradores e comerciantes da região. A Trens RJ reforçou ainda que, somente no mês de junho, foram registrados dois atropelamentos, entre os dias 14 e 25.
O apoio foi solicitado à PM porque a passagem já havia sido anteriormente fechada e teve a vedação destruída por atos de vandalismo em pouco tempo, o que permitiu a reabertura da travessia irregular.
Existe o receio de que a nova intervenção seja novamente desfeita, sobretudo durante o período de cura do cimento.
Jayme Soares, integrante do Conselho Comunitário de Segurança de Nova Iguaçu, relatou problemas de segurança enfrentados com diversas travessias clandestinas nas linhas dos trens: “espaços onde você não tem o muro fazendo a segurança viária, onde tem um muro e você tem as passagens em aberto, até onde acertar não tem problema. Exemplo, lá em Austin, onde tem a passarela para atravessar. Os moradores reclamam que a passarela faz muito zigue-zague e fazem o quê? Num dos trechos, pulam o muro para não ter que dar a volta na passarela toda. É um ponto de escape para quem rouba naquela região”.
Jayme também reforçou que não é a primeira nem a única vez que uma passagem é reaberta poucos dias após ser fechada. Um dos exemplos é o chamado “Buraco do Juca”, localizado na Avenida Guadalajara, número 3994, no Centro de Nova Iguaçu, que já havia sido bloqueado e voltou a ser utilizado.
A reportagem da TMC tenta contato com a Trens RJ e com a Polícia Militar para obter mais detalhes sobre as ações na malha ferroviária.
*Sob supervisão de Gustavo Sleman




